Técnicos da Secretaria de Agricultura orientam

Equipe vistoriou propriedade na região de Bate-Pé

Um dos atuais interesses do agricultor Edmar Santos, 31 anos, é ampliar a produção de sua propriedade, na localidade de Amargoso, a 42 quilômetros da área urbana (região de Bate-Pé). A fim de receber orientações sobre como fazer isso, ele recorreu à assistência técnica oferecida pela Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura.

Integrantes da equipe técnica estiveram na propriedade na última quarta-feira (7) para vistoriá-la. Bem próxima da divisa com o município de Belo Campo, a roça tem área de 42,9 hectares, o que equivale a pouco mais de dois alqueires. A pastagem é formada pelo capim buffel gray (ou, na pronúncia sertaneja, “bufuguê”), comum nas regiões semiáridas por sua resistência à seca. Há ainda um reservatório com capacidade para armazenar 10 mil litros de água. O abastecimento é complementado por um poço artesiano com profundidade de 73 metros e vazão de mil litros por hora.

Além da pastagem, Edmar mantém uma “capineira” – ou seja, uma reserva estratégica de alimento para o gado, na qual cultiva cana-de-açúcar e outro tipo de capim, o “anapiê”. Caso a pastagem se esgote em razão da estiagem, é essa “capineira” que vai garantir a alimentação do rebanho, hoje formado por mais de 30 cabeças de gado.

Edgar pretende aumentar as dimensões dessa estrutura – e, com isso, multiplicar também sua renda com o aumento da produção de leite. “Meus objetivos são ampliar o curral e colocar mais gado, para gerar mais alguma coisa. Queria fazer também uma cerca e um quintal de palma ali no canto, com um ou dois pratos, se for possível”, explica o agricultor. Nas medidas agrárias, “prato” equivale a uma área de 30 por 28 metros.

Agricultor pretende aumentar sua criação de gado, a partir das orientações

‘Condições excelentes’ – A vistoria levou em consideração a estrutura da propriedade de Edmar. Houve orientações sobre técnicas agronômicas e veterinárias para a atividade agropecuária. Quanto à documentação do agricultor, a equipe analisou as condições para que ele possa ter acesso às linhas de crédito oferecidas pelos bancos oficiais – especialmente o Banco do Nordeste –, através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Caso o agricultor opte por tentar o empréstimo, a Prefeitura se comprometeu a encaminhar as informações necessárias para se elaborar um projeto técnico. “Esse trabalho é feito exclusivamente para os pequenos agricultores”, informa o secretário municipal de Agricultura, Paulo César Oliveira.

“Depois de um período de seca tão prolongado, esse período mais chuvoso, que se vislumbra em 2018, é uma boa oportunidade para que o agricultor acesse o crédito e incremente a sua produção”, disse o coordenador de Promoção Agropecuária, Eduardo Castro, que vistoriou a propriedade de Edmar ao lado do engenheiro agrônomo Uéslei Oliveira.

“São créditos muitas vezes subsidiados e com condições excelentes para o agricultor pagar”, acrescentou Castro, referindo-se às condições de pagamento oferecidas pelos financiamentos do Pronaf. A depender do grupo específico e da linha de crédito em que o agricultor se encaixe, os juros podem variar entre 0,5% e 5,5% ao ano.

Como ter acesso – O serviço de orientação sobre projetos de financiamento é oferecido pela Prefeitura a qualquer agricultor familiar que queira solicitá-lo. Para isso, é necessário que ele tenha a DAP, documento que comprova sua aptidão ao Pronaf. Para mais informações sobre o Pronaf ou solicitar assistência técnica, basta entrar em contato com a Secretaria Municipal de Agricultura. O telefone é (77) 3420-7012.

Caso prefira, o agricultor pode comparecer pessoalmente à sede da Secretaria, na Rua Catão Ferraz, s/n, Centro (acima da feira da Ceasa).

Confira os grupos e as linhas de crédito disponibilizadas pelo Pronaf.