Com a chegada do verão e o início do período de chuvas em Vitória da Conquista, o mosquito aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, encontra ambiente propício para se reproduzir. Por isso é preciso estar atento aos cuidados com a água parada nas residências.

Para evitar o aumento de casos da doença no município, a Prefeitura, por meio do Programa Municipal de Controle de Endemias, vem intensificando as ações em todas as localidades do município.

Para início das ações de 2014, os agentes de endemias realizaram, nas primeiras semanas de janeiro, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por aedes aegypti(LIRAa), em que foi constada infestação de 3,8%. “Com este levantamento em mãos, a Secretaria Municipal de Saúde manterá as ações nos bairros em que o índice está normal e intensificará o tratamento nos bairros em que os números estão altos”, explica a coordenadora de Endemias, Polyana Gusmão.

Polyana Gusmão, coordenadora de Endemias

O levantamento também constatou que 90% das larvas do mosquito encontradas estão dentro das residências, o que significa que a população deve estar atenta para os possíveis criadouros do mosquito, como reservatórios de água destampados, pneus e demais recipientes que possam acumular água parada.

Graciano Santos, agente de endemias

“A consciência da população sobre a importância de combater o mosquito da dengue ainda é nossa maior dificuldade. Passamos nas casas, tratamos os reservatórios, explicamos os sintomas da doença e falamos sobre os cuidados com a água parada, mas os moradores precisam fazer a sua parte”, alertou o agente de endemias, Graciano Santos.

Na manhã dessa sexta-feira, 10, a casa de Enio Ramos, no Loteamento Renato Magalhães, foi visitada pelo agente Graciano, que explicou os cuidados que deve ter para não permitir a reprodução do mosquito da dengue em sua residência. “A presença dos agentes em nossa casa é muito importante para evitar a dengue. Hoje aprendi que devo manter a caixa d’água sempre fechada e eliminar a água sem utilização tanto do quintal quanto do interior da minha casa”, contou Enio.

Enio Ramos

A coordenadora Polyana também falou da dificuldade que os agentes encontram para entrarem em algumas residências. “Nós, hoje, possuímos um número alto de pendências, que são as casas que não encontramos moradores ou os moradores não permitem a entrada dos agentes para fazerem o tratamento, o que tem dificultado o trabalho de prevenção a doença em nosso município. Por isso esperamos contar com a colaboração da população”.

Para tirar dúvidas quanto à identificação do agente no momento da visita, denúncias de supostos criadouros do mosquito e informações sobre atendimento, sinais e sintomas da doença, a Secretaria de Saúde disponibiliza o seguinte número (77) 3429-7421.

Procure uma unidade de saúde mais próxima, caso apareça os seguintes sinais e sintomas: febre alta com início súbito, forte dor de cabeça, dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos, perda do paladar e apetite, manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores, náuseas e vômitos, tonturas, extremo cansaço, moleza e dor no corpo, muitas dores nos ossos e articulações.