Nos últimos dias, Vitória da Conquista foi atingida por chuvas fortes que trouxeram danos, principalmente para os moradores da zona rural do município. Uma das comunidades mais atingidas foi o povoado de Cabeceiras, pertencente ao distrito de José Gonçalves. Segundo a Defesa Civil, no dia 1º de janeiro uma precipitação pluviométrica média de 55 milímetros atingiu a região do povoado em um temporal com fortes rajadas de vento e incidência de granizo. Uma força-tarefa formada por equipes técnicas de diferentes secretarias foi formada para, rapidamente, prestar auxílio à comunidade.

Na quinta-feira (02), a Defesa Civil enviou engenheiros para realizarem perícia nas casas que sofreram danos. Os peritos analisaram as condições físicas e estruturais das edificações e constataram que foram atingidas 21 edificações (19 residenciais, 01 escola e 01 garagem particular de ônibus), das quais 17 residências tiveram a sua cobertura arrancada, além de ruptura parcial de paredes, sendo que, em 04 delas, não há possibilidade de habitação, por terem o telhado sido atingido em proporção maior.

Diante dessa situação diagnosticada, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) foi acionada e enviou, na manhã desta sexta-feira (3), equipes técnicas para visitar as famílias e levantar informações sobre as suas principais necessidades, a fim de buscar as políticas públicas que melhor possam atendê-las.

“O objetivo é justamente compreender, nessas famílias, as circunstâncias, as pessoas envolvidas e a rede de apoio, tanto da comunidade, quanto da família e da rede pública também. A partir do momento em que nós nos reunimos ontem com a rede, acionamos os técnicos do Cras Rural e os técnicos do Creas Central, justamente para realização de intervenções de natureza técnica, objetivando o acompanhamento dessas famílias no que diz respeito a garantia de direitos no âmbito da Política de Assistência Social”, explica Vanessa Severino, coordenadora de Proteção Social Especial..

Gileno e Maria Aparecida conversaram com a psicóloga e a assistente social do Cras

Uma das famílias que teve prejuízos com as fortes chuvas foi a de Gileno Pacheco e sua esposa, Maria Aparecida. Com os ventos que acompanharam a tempestade, a casa em que eles moram com os dois filhos pequenos foi completamente destelhada. “A gente ficou no desespero, não podia sair porque o vento tava muito forte, com relâmpagos e caindo raios, e a gente não podia fazer nada. Deus abençoou que em uma hora, uma hora e vinte, passou; mas foi um terror”, conta Gileno.

Por sorte, os filhos do casal, de 3 e 4 anos de idade, não estavam na casa no momento da chuva. Agora, eles estão instalados em uma casa cedida por um vizinho, onde conseguiram abrigar móveis e eletrodomésticos que salvaram da chuva. Foi lá que eles receberam a psicóloga e a assistente social da Semdes para uma conversa sobre os danos registrados e atualização cadastral.

Para os próximos dias, a previsão é de que haja mais chuva e rajadas de vento. Por isso, a Secretaria de Educação disponibilizou a Escola Municipal Francisco Antônio Vasconcelos e a Semdes a estruturou com colchões e cobertores para acesso da comunidade em caso de necessidade. A escola servirá como base para abrigar todos aqueles que se sentirem ameaçados em suas casas, em caso de novas chuvas.

Estradas –  a chuva forte também afetou as estradas e, por determinação do prefeito Herzem Gusmão, uma força-tarefa sob a coordenação do chefe do Gabinete Civil, Murilo Mármore, foi montada para executar todos os serviços necessários na região de José Gonçalves, inclusive, disponibilizando máquinas para um mutirão. Amanhā, sábado (04), uma equipe de técnicos da Secretaria de Infraestrutura fará um levantamento para o início das ações de recuperação das estradas.