Reunião contou com a participação de conselheiras tutelares

Na manhã dessa quinta-feira (28), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, com a supervisão técnica da ChildHood Brasil, realizou videoconferência com a participação do professor Benedito R. dos Santos, consultor da ChildHood Brasil; das conselheiras tutelares, Poliane Santos Souza e Dayane Santiago; da coordenadora da Rede de Atenção e Defesa da Criança e do Adolescente, Camilla Fischer; e da coordenadora da Proteção Social Especial, Vanessa Severino. Na reunião, foi debatido o tema “Aspectos e dificuldades da rede de proteção quanto ao atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência”.

Segundo Camilla Fischer, este momento faz parte de uma série de encontros com a rede de proteção, que visa discutir aspectos do atendimento e posterior construção do fluxo de atendimento do Complexo de Escuta Protegida, que faz parte do convênio entre a Prefeitura e a ChildHood Brasil. “A gestão da Semdes está ouvindo todos os integrantes da Rede de Proteção da Criança e do Adolescente para, assim, construirmos um protocolo de atendimento que será utilizado no complexo de escuta protegida, que está sendo construído pela Prefeitura”, explicou Camilla.

Durante a reunião, coordenada por Benedito, a conselheira do Conselho Tutelar Rural, Poliane Santos, trouxe alguns dados dos atendimentos de sua área de abrangência: “Na área rural, a violência sexual é uma das principais violências contra as crianças e adolescentes, representando 30% a 40% dos casos do conselho”, destacou.

Para Dayane Santiago, conselheira do Conselho Tutelar Oeste, a violência sexual também é um problema na área urbana, sobretudo na zona oeste. “Por se tratar de uma região de vulnerabilidade, é frequente a denúncia do abuso sexual. E nós nos deparamos com a dificuldade da família registrar a queixa. Neste caso, é o conselho que desempenha este papel junto à autoridade policial, pois muitas se sentem expostas durante a denúncia e também têm medo de represália”, justificou Dayane.

Os dados apresentados em todas a reuniões contribuirão na construção de um protocolo que servirá de modelo para os conselhos e serviços de proteção à criança e ao adolescente. “Nós estamos somando as experiências de cada conselho de Vitória da Conquista com outras experiências do Brasil, para podermos construir procedimentos e protocolos para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência”, explicou Benedito.