Na última quarta-feira, 24, aconteceu o Momento de Formação e Articulação Setorial entre a Coordenação Municipal de Políticas de Promoção da Cidadania e Direitos de LGBT e o CAPS ia de Vitória da Conquista. O objetivo da iniciativa é instrumentalizar os profissionais do serviço para que possam lidar com as questões ligadas à sexualidade na infância e adolescência.

Durante o encontro, foram abordados assuntos pertinentes à política LGBT, como orientação sexual e orientação de gênero. De acordo com a coordenadora municipal de Saúde Mental, Thayse Fernandes, a disforia de gênero (quando a pessoa percebe-se com uma identidade de gênero incompatível com seu sexo anatômico) ainda é referida como uma patologia, mas que já existe um movimento em intenção da sua retirada do Código Internacional de Doenças (CID) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) assim como aconteceu com a homossexualidade. “É preciso que as nossas equipes estejam atualizadas, então sentimos a necessidade de ofertar essa formação por meio desta oficina”, explicou a coordenadora.

O coordenador municipal de Políticas e Promoção da Cidadania e Direitos LGBT, José Mário Barbosa, ressaltou o envolvimento da equipe com o assunto e considerou esta uma troca relevante, já que o CAPS ia é um serviço de ponta. “A gente percebe a importância de compartilhar nossos serviços com os equipamentos da prefeitura, com os diversos serviços das secretarias, compartilhando experiências e informações para avançar nas políticas públicas relacionadas à população LGBT, à igualdade racial, juventude, mulheres, enfim, todos os serviços que contemplam a gestão pública como gestão macro”, afirmou.

Thayse Fernandes lembrou, também, que com a criminalização da homofobia no Brasil, recentemente aprovada, é importante que as equipes estejam atualizadas nesta dimensão a fim de fortalecer os direitos das pessoas LGBT e se atentarem para, rotulações e a patologização de quadros que fazem parte da história natural do sujeito. “As equipes precisam estar equipadas para oferecer o acompanhamento nos casos das crianças e adolescentes que apresentem disforia de gênero ou outra orientação sexual, amenizando a dimensão de sofrimento em relação a isso, respeitando as suas singularidades e a diversidade”, explicou.

Essa iniciativa deve ganhar continuidade. É o que afirma José Mario: “vamos continuar firmando esses laços pra que possamos compartilhar mais experiências, enriquecer o nosso trabalho”.