Quarenta e oito fotografias de casamento, a camisola da noite núpcias, uma imagem de Santo Antônio de Cabeça para baixo, poesia romântica, objetos pessoais e de decoração, um terno e um vestido de noiva. Esses elementos compõem a exposição “O tempo e o matrimônio”, do artista conquistense Date Sena, que acontece entre os dias 8 de março e 15 de abril, na Galeria do Conselho de Cultura da Bahia, em Salvador.

A partir da memória do casamento de seus pais, Date Sena recolheu diversos elementos alusivos ao matrimônio, que constituem uma representação da cultura do interior da Bahia. O artista toma como referência um casamento ideal, que só termina com a morte de um dos cônjuges. Date conta que a ideia surgiu em meio ao sofrimento pela perda do pai, há sete anos.

“Eu já pensava em fazer alguma obra em homenagem à vida dele. Quando ele faleceu, eu tive a ideia de fazer uma exposição de pertences pessoais dele e de minha mãe, contando a história do casamento deles. Aí eu criei “O tempo e o matrimônio”, com representações de antes do pedido de casamento até a morte. São peças íntimas mesmo. Tem toda uma história romântica por traz, e detalhes da convivência dos dois”, conta.

Sobre o artista– Date Sena começou a trabalhar com artes plásticas há aproximadamente 20 anos, já participou de exposições em diversas cidades brasileiras e ganhou alguns prêmios. Além das telas, trabalha com música, fotografia e outras formas de expressão artística. Em junho, as telas de Date Sena serão expostas na Argentina, ao lado do trabalho de outros artistas conquistenses, como Romeu Ferreira e Silvio Jessé, numa exposição intitulada Joia do Sertão Baiano. “Eu sempre estudei por curiosidade, história da arte, técnicas de pintura, técnicas de trabalho com resina acrílica. Eu não me considero um artista plástico, eu sou artista multimídia”, comenta.