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Postado em 1 de setembro de 2026 as 13:03:47
De 1º a 5 de setembro de 2026, Vitória da Conquista sedia uma Oficina de Análise de Dados de Hanseníase para profissionais da Vigilância Epidemiológica do município e de Regionais de Saúde da Bahia. As atividades são realizadas no laboratório da Ayfa, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Assessoria de Educação Permanente em Saúde.

Laboratório de informática da Afya
A capacitação é organizada pelo Grupo de Pesquisa em Doenças Tropicais Negligenciadas da Bahia (Integra DTNs Bahia), vinculado à Universidade Federal da Bahia (Ufba) – Campus Anísio Teixeira. A iniciativa conta ainda com parcerias da Universidade Federal do Ceará (UFC), da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) e do Ministério da Saúde.
O objetivo é capacitar profissionais dos programas municipais e regionais de controle da hanseníase para o uso aprofundado do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SinanNet), com foco na análise, interpretação e aplicação de dados epidemiológicos no planejamento, monitoramento e avaliação das ações de enfrentamento da doença.
De acordo com a professora Eliana Amorim, coordenadora do Integra DTNs na Ufba, a iniciativa busca fortalecer a Vigilância Epidemiológica em diferentes municípios do estado, especialmente na região Sudoeste. “O Brasil é o segundo país no mundo em hanseníase, uma doença muito vinculada à incapacidade física. Estamos aqui com a Regional de Saúde e municípios como Vitória da Conquista, Guanambi, Brumado e Itapetinga participando, e o nosso principal produto ao final é que cada município e a regional produzam seus próprios boletins epidemiológicos da doença”, destaca.
- Eliana Amorim
- Miguel Antônio Cruz
A articulação entre a academia e os serviços de saúde é apontada como um dos diferenciais da oficina. Larissa Pimentel, assessora de Educação Permanente em Saúde, ressalta que o evento representa uma importante integração entre o município de Vitória da Conquista e a Ufba, por meio do Polo de Educação Permanente em Saúde e do grupo Integra DTNs.
“Nosso objetivo é que o conhecimento produzido aqui não fique restrito à sala de aula, mas retorne aos territórios para contribuir com decisões mais qualificadas. Os profissionais estão sendo qualificados para utilizar o SinanNet não apenas como registro, mas como fonte viva de informação para compreender a realidade local”, pontua.
O manejo técnico do sistema e a análise de séries temporais longas também fazem parte da programação da semana, que é conduzida por Sebastião Alves de Sena Neto, técnico do Sinan para Hanseníase.
Para Miguel Antônio Cruz, gestor do Sinan na SMS de Vitória da Conquista, a parceria com a universidade amplia as possibilidades de análise crítica dos dados pelos próprios profissionais dos serviços responsáveis pela elaboração dos boletins epidemiológicos. Ele também destaca a consistência das informações utilizadas durante a oficina.
“Trabalhamos com dados que abrangem hanseníase e tuberculose, que são os únicos agravos que mantêm a série histórica íntegra desde 2001, período anterior à migração para o Sinan Windows. Essa consistência de dados torna o trabalho de análise extremamente rico para os municípios”, reforça.
A programação segue até o dia 5 de setembro, com a produção de ferramentas práticas de monitoramento e o fortalecimento das redes de vigilância e das ações de enfrentamento da hanseníase na região.













