Desde o primeiro dia de 2024, Vitória da Conquista foi atingida por chuvas intensas, principalmente entre sexta-feira (5) e sábado (6). No total, foram registrados 94,11 milímetros de chuva em sete dias. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ainda há previsão de chuvas intensas para esta segunda-feira (8), na região do distrito de Cercadinho, com grau de severidade perigo potencial.

A precipitação pode variar entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos (40-60 km/h). De acordo com o alerta, existe baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

 

O acúmulo das chuvas em Vitória da Conquista desde o dia 1º de janeiro já chega a 94,11 mm. Segundo dados coletados dos pluviômetros da Defesa Civil, instalados em diferentes pontos da cidade e atualizados às 12h desta segunda-feira, a região com maior índice de pancadas foi o bairro Patagônia, com 124,06 mm em oito dias. Já o menor acúmulo foi no Centro da cidade, com 78,87 mm.

Sempre atenta e preocupada com a população, a Prefeitura Municipal, juntamente com a Defesa Civil, realizou ações preventivas para evitar alagamentos e desastres nas zonas urbana e rural e emitiu alertas climáticos. Também tem sido feito o monitoramento 24 horas e vistoria nos pontos críticos, com respostas imediatas, a exemplo da limpeza do canal do bairro Santa Cecília.

A obra de macrodrenagem no loteamento Panorama, mesmo ainda em construção, evitou a inundação de áreas centrais, porque a bacia de detenção recebeu a água da chuva e a liberou de forma moderada para o canal do Santa Cecília e de lá para o Rio Verruga.

Outra obra executada pela Prefeitura que já mostrou bons resultados nesse período chuvoso foi a revitalização da Lagoa das Bateias. Nessa localidade, que teve índices elevados de precipitação, não houve intercorrências. Antes da limpeza da lagoa, a água transbordava e ia desaguar no bairro Campinhos, causando transtornos à população.

Além disso, durante todo o ano de 2023, foi realizado um trabalho de prevenção, já que o município foi fortemente acometido pelas chuvas intensas no final de 2021 e 2022. A Defesa Civil, por exemplo, executa o monitoramento dos canais de drenagem e das bocas de lobo, informa a população sobre a coleta de lixo, para que não haja obstrução dos canais, e acompanha todas as obras de Vitória da Conquista.

No o último domingo foram registradas três intercorrências no município. Uma delas ocorreu no Loteamento Conquistense, onde duas residências vizinhas tiveram afundamento da calçada, o que comprometeu as garagens dos imóveis. A segunda foi referente a uma árvore localizada em uma calçada do bairro Conveima I. Nessa situação, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) foi acionada para executar uma avaliação técnica e, caso seja necessário, realizar a poda da árvore. A terceira foi o alagamento de uma área mais baixa do povoado da Estiva, que deixou uma casa em construção parcialmente submersa. O alagamento ocorreu em decorrência do rompimento de uma adutora da Embasa.

De acordo com o engenheiro da Defesa Civil, Gabriel Queiroz, além do alagamento em Estiva, não aconteceram grandes eventualidades na zona rural no município. Conforme destacou, a Defesa Civil está recebendo um grande apoio dos moradores das áreas rurais, principalmente daqueles que fazem parte dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs).

Ao longo de 2023, os voluntários foram capacitados com conceitos básicos sobre desastres, ações que podem e devem ser tomadas antes dessas ocorrências, comunicação durante o desastre, e os enfrentamentos da Defesa Civil no município, como a estiagem e também chuvas intensas.

“A gente vem se comunicando de maneira mais próxima da população que participa dos núcleos, e passando essas informações, porque sabemos que na zona rural é mais difícil de chegar informações das previsões e os alertas emitidos pelos órgãos de monitoramento nacional. Nós temos tido um bom retorno e uma aprovação por parte da população, que tem se sentido mais acolhida não só pela Defesa Civil, mas pelo Governo, porque a gente não se limita somente às ações de Defesa Civil”, disse o engenheiro.