Tema a ser trabalhado este ano é: “África Atlântica – pelos fios da história, eu vou!”

Apresentar e discutir o legado da cultura afro-brasileira nas escolas municipais. Este é o objetivo do projeto Trançando Africanidades, realizado pela Secretaria Municipal de Educação e que chegou à terceira edição nesta sexta (9), com o tema “África Atlântica – pelos fios da história, eu vou!”.

A ideia é abordar a influência e os intercâmbios realizados entre os povos localizados na região da África Atlântica e o continente americano, em especial o Brasil. “Não existe uma história do Brasil sem o povo negro. E é por ela que trabalho todos os dias, para que essa história seja contada dentro das escolas”, comentou a coordenadora do Núcleo de Diversidade e Educação para as Relações Étnico-Raciais, Greissy Reis.

Secretário destaca durante o lançamento do projeto: “É a educação quem constrói as pontes da cidadania”

Segundo o secretário de Educação, Esmeraldino Correia, o projeto tem um grande potencial transformador. “Sabemos que enfrentar o racismo, as exclusões, os preconceitos é uma luta continuada. E o nosso governo é um governo que traz para as crianças da rede: a igualdade, a compreensão de que todos somos iguais. E é a educação quem constrói as pontes da cidadania”, ressaltou.

O Trançando Africanidades tem tido uma aceitação positiva pela Rede Municipal. Para contribuir nessa adesão, a Secretaria adquiriu 2.000 livros de literatura afro-brasileira da Editora IMEPH. Durante o lançamento, houve a entrega simbólica de um kit com os livros para a diretora da Escola Municipal Batista Peniel, Aldemita Correia.

Diretora da Escola Municipal Batista Peniel, acompanhada por uma aluna, recebe kit com os livros adquiridos pela Secretaria

“Temos buscado ter um olhar pedagógico sobre a cultura afro nas escolas municipais. Esse projeto foi criado para dar mais visibilidade a essa questão e fico feliz que a rede tenha abraçado. Esses são livros que resgatam, que contam e sensibilizam sobre essa cultura”, destacou a coordenadora geral do núcleo pedagógico da Secretaria, Tânia Novais.

Ainda durante o lançamento, realizado no Cemae, houve apresentações culturais de estudantes da Batista Peniel e instrutores do Educarte, além da palestra com a pedagoga Patrícia Pereira. Ela reforçou “a importância do trabalho pedagógico com história e cultura afro-brasileira, africana e indígena em sala de aula”.

Apresentações culturais levaram um pouco da cultura afro para o palco

O encerramento dessa edição do Trançando Africanidades deve acontecer em novembro, na Semana da Consciência Negra, com a realização da Feira Cultural Afro-Brasileira, com a exposição dos trabalhos desenvolvidos nas escolas. Nas duas edições anteriores, as feiras mobilizaram 30 instituições e aproximadamente 1.500 alunos.

Também participaram do lançamento, a secretária adjunta de Educação, Arlete Dória, a representante da IMEPH, Mara Rúbia e o professor da rede Everaldo Silva.