A Secretaria Municipal de Educação (Smed), em parceria com o Comitê Municipal da Rede de Cuidado e Proteção Social de Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência (CMRPC), iniciou na quarta-feira (6), o Debate acerca dos Aspectos Teóricos e Metodológicos sobre Escuta Especializada na Educação, bem como a apresentação do Fluxo e do Protocolo da Escuta Especializada de Vitória da Conquista. A programação é direcionada aos diretores, vices e coordenadores pedagógicos das unidades de ensino da rede municipal. O evento acontece no Templo da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Vitória da Conquista, localizado na Avenida Ilhéus, bairro Brasil, e segue até amanhã (7).

A orientadora educacional e professora da Secretaria de Educação do Distrito Federal (DF), Ionária Guerra de Araújo, realizou a palestra com o tema “Escuta Especializada no Ambiente Escolar – Um olhar prático metodológico sobre a atuação escolar”. O objetivo foi informar e compartilhar sobre a Escuta Especializada.

“Esta é a escuta que acontece nos casos de violência, em especial a sexual, fora do núcleo jurídico e das autoridades policiais. Ela acontece dentro das escolas, do centro de saúde. Então, é uma escuta acolhedora, mas que não deixa de ter todo o viés de comprometimento em prol da proteção integral dessas crianças. Ela tem a função de amparar as crianças no momento da revelação, dar a elas informações necessárias para que se sintam acolhidas e amparadas dentro desse sistema”.

O coordenador do Núcleo de Prevenção e Monitoramento da Violência nas Escolas, Rodrigo Ferreira, esclareceu que esta formação dá sequência ao lançamento dos manuais do fluxo e protocolo da escuta especializada. “Hoje, em especial, nós estamos fazendo este encontro aqui no intuito de formar os diretores, munindo-os de toda informação possível para que esta abordagem na escolas seja feita de maneira correta, que os caminhos de fato sejam baseados em uma perspectiva metodológica, que é justamente esta temática que trazemos para os gestores, os aspectos teóricos e metodológicos da escuta especializada na educação”.

O secretário de Educação, Edgard Larry, destacou ser uma programação formativa numa parceria entre Smed e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes). “Importante parceria que proporcionou a instalação da escuta protegida na Smed”, disse, acrescentando a necessidade de gestores, professores, coordenadores, servidores da educação participarem das formações para que possam lidar adequadamente com o problema.

“Hoje temos expertise profissional de proporcionar conhecimento aos colaboradores da Smed, no sentido de compreender a forma em que se deve desenvolver as ações nas situações de vi0lência escolar. “A sociedade precisa estar atenta e cuidando. A violência fora da escola, por exemplo, tem a ver com o processo pedagógico da escola, porque acaba influenciando dentro da própria escola e família”, afirmou.