Na manhã desta quarta-feira, 2, a Câmara de Vereadores realizou uma sessão especial para discutir os 50 anos do golpe que implantou a Ditadura Militar no Brasil. A sessão foi proposta pelos vereadores Ademir Abreu e Florisvaldo Bittencourt, presidente da Comissão Municipal da Verdade.

A sessão contou com a presença do secretário municipal de Governo e ex-preso político, Edwaldo Alves; do jornalista e também ex-preso político, Emiliano José; do deputado estadual e presidente da Comissão Estadual da Verdade, Marcelino Galo; do doutor em História do Brasil, José Dias; do historiador, Belarmino de Jesus Souza; da advogada Sônia Wright e da representante do Levante Popular, Sarah Brazão.

Luana Andrade

A procuradora geral do município, Luana Andrade, representando o prefeito Guilherme Menezes, ressaltou a importância de rememorar aquele período triste da história brasileira. “Temos dívidas com essas pessoas que lutaram por nós e a justiça precisa ser feita. Tantos morreram durante esse período e nós precisamos ter a responsabilidade de agir como agentes transformadores”, afirmou a procuradora.

Edwaldo Alves

Já Edwaldo Alves relembrou as torturas que sofreu. “É algo para se pensar porque só há três anos foi instituída a Comissão da Verdade. É preciso apurar, chegou a hora de saber a verdade, porque nós temos 26 anos de atraso com relação à essa questão. A sociedade precisa da justiça quanto às torturas e autoritarismo vivenciados naquele período”, defendeu o secretário de Governo.

Marcelino Galo

Para o deputado Marcelino Galo, ainda há muito o que fazer para manter a democracia. “As consequências da ditadura vão muito além da dor dos torturados. A educação sofreu durante a ditadura, a saúde também sofreu bastante”, comentou.

Emiliano José

Na avaliação de Emiliano José, com o AI-5, o ano de 1968 passou a ser de terror absoluto. “A ditadura matou, sequestrou e torturou, então nós não podemos ter dúvidas quanto à natureza dela. Temos que exigir justiça, não se admite que um torturador permaneça solto”, afirmou.