Na sessão especial realizada nesta sexta, 5, na Câmara de Vereadores, foram discutidas as Políticas de Inclusão para pessoas autistas. A sessão contou com a participação de representantes da Associação Conquistense para Atendimento Especializado à pessoa Autista (ACAEPA) e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O debate deu ênfase à falta de informação, que é considerado como a principal razão dos problemas enfrentados por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou Autismo como é mais comumente conhecido.

“Temos que falar dos aspectos importantes destas leis, que custam uma vida digna, a integridade física e moral, o desenvolvimento livre de uma personalidade, o atendimento multiprofissional que, muitas vezes, esses pais e essas mães não encontram para seus filhos”, afirmou a vereadora Nildma Ribeiro.

Uma das criadoras da Associação Conquistense para o Atendimento Especializado à Pessoa Autista (Acaepa), Vitória Aparecida Rezende, também falou das necessidades dos autistas e pediu melhorias no atendimento a esses pacientes na rede pública. Ela, que também é mãe de autista, ressaltou: “o que falta hoje é informação. Tanto informação para o público, quanto informação para os órgãos que nos recebem, quanto falta informação para as mães”. Ela diz que buscou, por conta própria, conhecimento sobre o autismo e sobre alternativas para que o seu filho se desenvolvesse. “Não é negligência do poder público, não é negligência dos Caps, é falta de informação”.

Representando a Secretária Municipal de Saúde, a Diretora da Atenção Programática Especializada, Silvana Hohlenwerger Galdino Dias, explicou as dificuldades que a Secretaria Municipal de Saúde encontrou para atender, na nova gestão, às demandas da ACAEPA, devido à falta de profissionais para recompor a sua rede de assistência em psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e neuropediatria. Silvana afirmou que a SMS está trabalhando para que essa situação seja resolvida. Ela destacou: “A Secretaria de Saúde, por meio da Coordenação de Saúde Mental, promoverá uma reunião ampliada, ainda no mês de maio, que vai contar com a presença de pais e mães das crianças autistas e ONGs do município para discutir o fluxo de atendimento dessas crianças”. Silvana afirmou ainda que esta reunião “vai discutir os meios de se garantir as políticas públicas instituídas e identificar a necessidade de ampliação das mesmas de forma a garantir o que é instituído por lei”.

O atendimento às crianças com autismo na rede pública municipal é feito através do CAPS IA, que preconiza a atenção biopsicossocial, em oferta de atendimento multidisciplinar, sendo esses atendimentos realizados em formato individual e ou em grupos terapêuticos e de oficinas. Para cada criança, é construído um plano terapêutico singular (PTS), reavaliado periodicamente de acordo com o processo de desenvolvimento do indivíduo. Desde janeiro, o serviço vem passando por uma reestruturação e, atualmente, já conta com estrutura física adequada, em condições de ampliação.