Escuta realizada no distrito de Iguá

Com o objetivo de atualizar as informações do diagnóstico socioterritorial, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes), por meio da Coordenação de Planejamento e Vigilância Socioassistencial, está realizando, desde o dia 27 de outubro, a escuta de trabalhadores e usuários do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), e representantes de Organizações da Sociedade Civil (OSC), lideranças comunitárias e representantes de outras políticas públicas, como saúde, educação e cultura.

O diagnóstico socioterritorial do município é uma importante ferramenta para subsidiar e fundamentar ações estratégicas da política de assistência social, de forma preventiva e proativa, auxiliando nos processos de planejamento e avaliação. “A equipe da vigilância está se reunindo com as equipes e usuários no próprio território. A ideia é mapear fragilidades e potencialidades de cada território, a partir da visão dos próprios moradores” explicou o coordenador de Planejamento e Vigilância Socioassistencial, Yury Lima.

Durante os encontros, a escuta é realizada através do grupo focal, uma técnica de pesquisa qualitativa, cujo principal objetivo é reunir informações detalhadas sobre um tópico específico a partir de um grupo de participantes selecionados. “Ele busca colher informações que possam proporcionar a compreensão de percepções, crenças, atitudes sobre um tema, produto ou serviços, neste caso as situações de risco, vulnerabilidades e potencialidades que incidem sobre os territórios” informou Yury.

Para o técnico da Gerência de Gestão do Trabalho e Educação Permanente, Lucas Caires, que acompanhou a ação realizada no distrito do Iguá, a escuta realizada é bem interessante. “O resgate da história do povoado, logo no início, demonstrou o vínculo que as pessoas mantinham com o lugar onde viviam e também o interesse com o desenvolvimento da região. Além disso, a participação dos agentes comunitários de saúde e das representações locais enriqueceram o encontro na medida que cada um pôde contribuir, a partir de suas competências, com o levantamento realizado e reafirmar o próprio sentimento de pertencimento às comunidades”, avaliou Lucas.