Na tarde da última quinta-feira (17), coordenadores e gerentes dos serviços de atenção psicossocial e socioassistencial das Secretarias de Saúde e Desenvolvimento Social do município se reuniram para discutir a respeito do cuidado e do fluxo de atendimento de pessoas com sofrimento mental e usuárias de substâncias psicoativas, entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

O objetivo da atividade foi promover a aproximação entre serviços da Coordenação de Saúde Mental e da Diretoria de Assistência Social, que envolvem, principalmente, os CAPS, Ambulatório de Saúde Mental, CRAS e os serviços de Proteção Social de Alta e Média Complexidade. São serviços do município que acolhem pessoas com vulnerabilidade social.

De acordo com Thayse Fernandes, coordenadora de Saúde Mental, houve a necessidade de se criar esse momento para poder alinhar a oferta de cuidado para os usuários estão nesses serviços de Assistência Social, mas que, por alguma razão, necessitem do cuidado especializado em saúde mental. “Precisávamos fazer essa aproximação com os gerentes para afinar o que os CAPS ofertam, o modelo de cuidado na atenção psicossocial, apresentar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e também ouvirmos um pouco das gerentes sobre quais são as necessidades que elas identificam no território”, explica.

Para o Diretor de Assistência Social da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes), Michael Farias, esse primeiro momento foi importante para compreender efetivamente como funciona o trabalho da RAPS. “No segundo momento, também vamos trazer os técnicos dos serviços para esse diálogo mais ampliado e depois nós é que iremos falar à saúde. A partir desses encontros, vamos formar um grupo de trabalho para desenhar um fluxo integrado entre SUAS e SUS. Esse é o único caminho quando pensamos numa perspectiva progressista de assistir melhor o usuário e criarmos conexões que fortaleçam a rede de proteção social”, finaliza o diretor.