Encontro tem como base a Estratégia Nacional para o Enfrentamento da Hanseníase: 2019-2022 proposta pelo Ministério da Saúde (MS)

A vigilância epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde realizou nesta quarta-feira, 24, uma reunião com diversos setores da administração municipal para traçar as estratégias do município para o enfrentamento à hanseníase. O encontro, que aconteceu durante todo o dia no auditório do Polo de Educação Permanente em Saúde, teve como base a Estratégia Nacional para o Enfrentamento da Hanseníase: 2019-2022 proposta pelo Ministério da Saúde (MS).

Mesmo com todos os avanços na luta contra a hanseníase no Brasil, ela ainda é um dos agravos mais relevantes para a saúde pública do país que está entre os 22 que possuem as mais altas cargas da doença em todo o mundo, ficando na 2ª colocação quanto à detecção de casos novos. Comparado a todos os outros países das Américas, 92% do total de casos estão concentrados no Brasil.

A diretora da Vigilância em Saúde, Ana Maria Ferraz, explicou que é essencial identificar as necessidades e as dificuldades de cada localidade do município de Vitória da Conquista para que sejam traçadas estratégias eficazes no combate à hanseníase. Segundo ela “nós contamos com uma ferramenta importante nesse sentido que são os dados que são inseridos digitalmente no sistema de informação e a facilidade que teremos é que o sistema vai nos dar todos os dados tabulados, tudo certinho, para que a gente defina os pilares estratégicos de enfrentamento”.

Uma das metas é combater a estigmatização e a discriminação que acompanham a doença.

De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Amanda Maria Gomes Lima, com a nova proposta do MS, procedimentos que antes eram pontuais serão mais frequente, como a pesquisa e mapeamento do território. “Nós temos, hoje, a responsabilidade de realizar uma ação dentro do enfrentamento da hanseníase e, agora, isso vai se tornar rotina”.

O combate à hanseníase – A estratégia do MS tem como base a Estratégia Global para a Hanseníase 2016-2020 e tem como objetivo geral contribuir para a redução da carga de hanseníase no Brasil. Ela está estruturada em três pilares estratégicos: fortalecer a gestão do programa; enfrentamento da hanseníase e suas complicações; combate à discriminação e promover a inclusão.

Dentro desta perspectiva, uma das metas é combater a estigmatização e a discriminação que acompanham a doença. Nesse sentido, a coordenadora da Vigilância Epidemiológica observou a importância da imprensa e da divulgação das informações para o combate ao preconceito e também para que a população conheça melhor o problema. “Os boletins epidemiológicos que divulgamos chamam a atenção para o problema e fazem a comunidade ficar mais alerta. Por isso contamos com a imprensa”, afirmou.