A fibromialgia foi tema de uma roda de conversa entre profissionais e pessoas que convivem com essa doença, na tarde desta segunda-feira (20), no auditório do Polo de Educação, ainda em comemoração ao Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Fibromialgia, celebrado no dia 12 de maio.

Com o tema “Fibromialgia: os desafios de uma doença invisível”, profissionais da área da saúde trouxeram discussões sobre os aspectos físicos e psicológicos da doença, suas manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento e acompanhamento na Atenção Básica, além do debate da criação de políticas públicas que beneficiem os fibromiálgicos e os relatos das vivências diárias de cada um.

O evento teve uma boa participação de pessoas fibromiálgicas, a maioria delas faz parte da Associação de Fibromialgia de Vitória da Conquista, que hoje possui cerca de 160 membros. “O nosso trabalho da associação é de querer buscar mais conhecimento, trazer mais entendimento sobre a fibromialgia para a população de Vitória da Conquista e região. Nessas políticas públicas, a gente está tentando avançar, junto com a Secretaria Municipal de Saúde, que tem nos auxiliado em algumas coisas que a gente ainda não tem o conhecimento, como a parte das medicações”, disse Maria Aparecida Rodrigues, coordenadora da Associação.

A subsecretária municipal de Saúde, Fernanda Maron, destacou que o Governo Municipal tem buscado formas de ofertar o cuidado para os pacientes fibromiálgicos na rede de saúde dentro das possibilidades, mas ainda depende do incentivo financeiro e regulamentação da Lei Federal 14.705, de 2023, que ainda não foi publicada, para estabelecer um protocolo de cuidado em fibromialgia e fadiga crônica no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo tratamento multidisciplinar e exames complementares.

Fernanda Maron

“Enquanto Secretaria Municipal de Saúde, nós estaremos sempre disponíveis para dialogar, as portas estarão sempre abertas. A gente entende que as dificuldades são diversas, que o caminho é longo, mas estamos dispostos a tentar construir um acesso melhor para essas pessoas no SUS”, complementou Fernanda.

Sobre a fibromialgia – é uma condição que se caracteriza por dor muscular generalizada e crônica (dura mais que três meses), mas que não apresenta evidência de inflamação nos locais de dor. Ela é acompanhada de sintomas típicos, como sono não reparador, cansaço físico, além de distúrbios do humor como ansiedade e depressão. Muitos fibromiálgicos também se queixam de alterações da concentração e de memória.