Para apresentar os resultados das políticas públicas para os cidadãos em situação de rua e a intersetorialidade dos serviços prestados no município, foi realizado o Seminário de Avaliação do Projeto de Formação/Assessoria: Qualificando os Serviços Socioassistenciais. O evento aconteceu no auditório do Polo de Educação da Saúde da Família, no Cemae.

Durante o período vespertino, foram apresentados os resultados dos serviços dos Centros Pop. Em Vitória da Conquista, somente no ano passado, foram realizados no Creas Pop Adulto 3.446 encaminhamentos, 12 usuários foram contemplados com residências do Minha Casa Minha Vida, quatro estão no mercado de trabalho e um foi reintegrado à família biológica. Já o Creas Pop Criança e Adolescente proporcionou 308 encaminhamentos, 4 reintegrações familiares, 97 atendimentos psicológicos, 4 inserções no mercado de trabalho, entre outras ações.

De acordo com a coordenadora de Proteção Social Especial, Kátia Freitas, o município tem se destacado a cada ano pelo trabalho que vem desenvolvendo. “Esses resultados são frutos de uma Rede de Proteção Social Especial que envolve as secretarias de Saúde, Educação, Trabalho e Renda e de Desenvolvimento Social. O Governo Municipal tem buscado garantir o atendimento à população, amparando-a com dignidade e primando pela valorização do ser humano”, explicou.

O Bahia Acolhe, programa estadual voltado para o atendimento à população em situação de rua, é um dos parceiros do Centros Pop. Em 2013, proporcionou dois momentos de formação para os profissionais de Vitória da Conquista, de todas as áreas, além do acompanhamento e do assessoramento das ações a serem executadas com a população em situação de rua.

Para o coordenador do programa, Adalto Leite Oliveira, “Vitória da Conquista fez o seu dever de casa. A cidade mostrou que tem um interesse muito grande em oferecer serviços de qualidade. Esperamos que essas ações sejam ainda mais fortalecidas e ampliadas no município”, disse.

Maria Lúcia Santos Pereira foi encaminhada ao juizado de menor, após o falecimento de sua família. Não permaneceu na instituiçãoe acabou indo parar nas ruas, onde viveu durante dezesseis anos. Hoje é coordenadora nacional do Movimento da População em Situação de Risco. “Nesse seminário, nos deparamos com resultados que mostram profissionais capacitados e que amam o que estão fazendo, além de pessoas que receberam suas casas, deixando de viver em situação de rua, para ter a sua dignidade resgatada, porque são vistas pelos profissionais como pessoas de direito”, relatou.