Cerca de mil pessoas cantaram, dançaram e vibraram durante as apresentações dos grupos de quadrilha

Público se diverte com as apresentações das quadrilhas

Embora o São João propriamente dito já tenha passado, resquícios do clima dos festejos juninos ainda permanecem presentes entre a população de Vitória da Conquista. Talvez tenha sido isso o que motivou quase mil pessoas a passarem toda a tarde e ainda parte da noite desse domingo, 29, na quadra poliesportiva do antigo Colégio Diocesano.

Ali, o público acompanhou a final do Festival Regional de Quadrilhas Juninas, este ano em sua 7ª edição.O evento é promovido e coordenado pela Prefeitura Municipal, em parceria com a União Estudantil de Vitória da Conquista (UEVC).

Gérson Morais e Maria Rodrigues

Tradição preservada – Foi a primeira vez que Gérson Morais dos Santos assistiu ao festival. No entanto, a convivência com os festejos juninos, e particularmente com as quadrilhas, é algo que ele já está habituado, embora tenha lidado diretamente com isso pela última vez há mais de 20 anos. Foi em 1993, quando a quadrilha “Xodó”, formada por pessoas dos bairros Brasil e Urbis V, e tendo Gérson como marcador, conquistou o segundo lugar num concurso realizado no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima.

As quadrilhas chamaram atenção pela criatividade

Nesse mesmo ano, Gérson viajou para São Paulo, onde morou por 20 anos. Retornou a Vitória da Conquista em 2013, e já pensa em retornar à rotina de quadrilheiro. “Sou muito interessado nesse assunto, porque já fui marcador”, disse Gérson, que hoje trabalha como gerente numa loja que comercializa aparelhos de ar-condicionado. “Gosto muito de preservar essa tradição, e pretendo, ano que vem, lançar a minha quadrilha”, explicou.Sua esposa, Maria Rodrigues, afirmou que foi bom, para o casal, sair de casa, em plena tarde de domingo, para ver as apresentações dos grupos de quadrilha. “Vale sempre a pena manter essas tradições”, enfatizou.

O público ficou encantado com as apresentações

Leandro Oliveira e Letícia Pacheco

Cultura – Outro casal, o contador Leandro Oliveira e a promotora de vendas Letícia Pacheco, também quis ver de perto as evoluções dos grupos. “Gosto de quadrilha e gosto de cultura”, explicou Leandro, acrescentando que também serviu como atrativo o fato de um amigo do casal fazer parte de um dos grupos concorrentes, o Marujos do Abdias. “Vim prestigiá-lo”, disse. Mas o convite para ir ao festival, na verdade, partiu mesmo de Letícia. “É bonito, é interessante e fala sobre cultura. E é uma diversão para nós”, justifica a promotora de vendas.

Ivanyr Maria, à direita, e sua família

‘Divertimento’ – O festival veio a calhar também para a aposentada Ivanyr Maria Fernandes, 66 anos. Ela trabalhou durante 30 anos como servidora da Prefeitura de Vitória da Conquista, entre 1969 e 1999. Na tarde de domingo, ao lado da filha, da neta, da irmã e da cunhada, demonstrou que, ao assistir à apresentação das quadrilhas, a conclusão dos festejos de São João acionou uma parte de sua memória. “Hoje não, por causa da idade. Mas já dancei muito. É a melhor festa que tem no ano”, observou. “Vale a pena, é um divertimento e a gente vê muita coisa maravilhosa. É algo que a gente só vê de ano em ano. Então, esta oportunidade é muito boa”, finalizou Ivanyr.