Evento serviu para dar visibilidade à Língua Brasileira de Sinais

“É importante que a pessoa surda seja protagonista de sua história para que consiga conquistar ainda mais direitos e para que sirva de espelho para outras pessoas surdas”. Esta foi a mensagem deixada pelo professor especialista em Língua Brasileira de Sinais (Libras), Ítalo Mafra, na noite de segunda-feira (27), aos participantes da segunda edição da Mostra Cultural Libras em Cena.

Ao recordar a história dos 19 anos da Lei de Libras, celebrada no último sábado (24), Ítalo lembrou a importância que a Língua de Sinais tem como um instrumento não só de comunicação, mas também de cultura e empoderamento. “Por isso, que todos, ouvintes e surdos têm de estar lado a lado. A palavra de ordem deve ser empatia”, enfatizou.

Opinião compartilhada por Jaqueline França, coordenadora da Central de Interpretação de Libras (CIL), que realizou o evento. “A Libras veio para quebrar a barreira comunicativa entre quem ouve e quem não ouve. E é preciso que a comunidade surda seja acolhida neste seu ambiente linguístico. Por isso, realizamos esse evento para valorizar a Libras e dar visibilidade para ela”, salientou.

Além da palestra, a Mostra teve apresentação de poesia em Libras e leitura de um cordel – escrito pela psicopedagoga Fabrine Barroso, do Núcleo de Educação Especial, em referência à data. Além da interpretação em Libras de uma música feita pela estudante Andressa Silva. “O sentimento musical é muito importante para a cultura surda. Quero agradecer por participar desse evento tão importante para nós”, reforçou.

Uma pessoa é considerada surda quando, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, utilizando, principalmente, a Libras. Em Vitória da Conquista, de acordo com o último Censo do IBGE, estima-se que há mais de 300 surdos na cidade.