A Prefeitura, através do Programa de Controle de Endemias, está intensificando as ações de conscientização e combate ao mosquito da dengue. Além da dengue, oAedes aegyptitambém é transmissor de doenças como chikungunya, zika vírus e febre amarela.

Constantemente, a Prefeitura realiza o Levantamento Rápido de Índices de Infestação (LIRAa) pelo Aedes aegyptipara identificar a presença de criadouros e a situação de infestação do município, permitindo, assim, o direcionamento das ações de controle para as áreas mais críticas. O último levantamento do ano passado apontou 3,1% de infestação predial, cerca de metade do índice apontado anteriormente, no início de 2017.

Em 2018, a primeira medição do LIRAa foi realizada de 19 a 24 de fevereiro em mais de 30 mil imóveis. O cálculo ficou em 7,1%. De acordo com o coordenador de endemias, Eliezer Silveira, esse era um resultado previsto: “Normalmente, após os meses quentes e chuvosos, a incidência do mosquito tende a aumentar, não só em Vitória da Conquista, mas em todas as cidades brasileiras”. Ele ainda ressaltou que, em alguns bairros, o índice de focos ficou em 0%.

O coordenador de endemias, Eliezer Silveira: “em alguns bairros, o índice de focos ficou em 0%”

Conforme o levantamento, a maioria dos focos foram encontrados em caixas d’água no chão, recipientes plásticos jogados, pneus, dentre outros. O coordenador de endemias avalia a situação: “isso indica que a população precisa intensificar as ações para evitar que o mosquito venha se reproduzir”.

Para intensificar a batalha, foram firmadas parcerias com escolas para ações educativas a fim de conscientizar a comunidade, além de parceria com o caminhão cata-bagulho da Secretaria de Obras e a realização do tratamento dos focos do mosquito durante a visita dos agentes de endemias.

Maria Vitória, moradora do bairro Jurema: “Aceitar a visita é importante”

Para Maria Vitória, moradora do Bairro Jurema, os agentes são um alerta para despertar as pessoas para o cuidado contínuo. Ela comentou: “Eu acho importante, porque tem gente que não liga e, às vezes, não abre a casa. Aceitar a visita é importante porque eles mostram como fazer a limpeza dos possíveis focos e explicam os sintomas das doenças causadas pelo mosquito”.

Eliezer ressalta que a população sempre será a maior referência no controle do Aedes Aegypti. Segundo ele, “sem essa participação ativa e direta, o Centro de Controle de Endemias não consegue fazer um levantamento efetivo desses vetores”.

Para quem vai entrar na luta contra o Aedes Aegypti é indispensável prestar atenção nas orientações feitas pelos agentes de endemias, fiscalizando os pratinhos de planta, garrafas, e qualquer outro objeto que possa acumular água parada. Todos podem trabalhar para acabar com o mosquito.