“É um programa feito especialmente para o servidor. Nosso objetivo é acolhê-lo”, afirma o coordenador de Gestão de Pessoas, Eduardo Arêas

Desde junho de 2011, o Programa Acolher, implantado pela Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Administração, tem feito um trabalho que preza, sobretudo, pela valorização do servidor público municipal. “É um programa feito especialmente para o servidor. Nosso objetivo é acolhê-lo”, afirma o coordenador municipal de Gestão de Pessoas, Eduardo Arêas.

Eduardo Arêas

Além de oferecer momentos de descontração, com atividades comemorativas de datas importantes, são oferecidos serviços de assistência em várias áreas. Durante o ano de 2012, 228 servidores foram atendidos pelo Núcleo de Psicologia Clínica do programa. Pelo de Psicologia Organizacional, foram 170. O Núcleo Administrativo realizou 128 atendimentos. O de Saúde chegou a registrar 2.550 pedidos e marcações de exames médicos. Houve ainda projetos de qualificação destinados a servidores das secretarias de Saúde e Meio Ambiente, além dos que trabalham no Hospital Municipal Esaú Matos.

Jaqueline Matos Rocha

“Lição”– A servidora Jaqueline Matos Rocha recorreu aos serviços do programa Acolher em meados de 2012. Ela passava por uma série de problemas que lhe afetaram em casa e no ambiente de trabalho. Fragilizada emocionalmente, Jaqueline não deixou de comparecer ao trabalho na Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, onde está lotada há cerca de um ano e meio. Por indicação de uma colega de trabalho, ela procurou a equipe do programa, que a encaminhou ao atendimento psicológico.

“Fui muito bem recebida pelos profissionais. Eles me ajudaram bastante a superar aquele momento difícil. Todas as orientações que recebi foram muito importantes para meu crescimento pessoal e profissional”, reconhece a servidora.

Jaqueline continua a frequentar as sessões com as psicólogas, mas já se sente melhor. “Temos a capacidade de superar todas as nossas dificuldades. Essa foi a principal lição que aprendi com a equipe do programa”, destaca.

Sandra Regina Lemos

“Acolhida”– O joelho de Sandra Regina Lemos já não é o mesmo, após seis cirurgias. Ela fará ainda uma sétima, em Salvador. Tal situação a impede, há tempos, de desenvolver seu trabalho pela Secretaria Municipal de Saúde, na qual figura como auxiliar de enfermagem desde 1997. Nessa função, trabalhou a maior parte do tempo na zona rural.

Cumprindo a orientação médica de permanecer em repouso e afastada de suas atividades, Sandra se viu tomada por um quadro de depressão. Foi esse o motivo que a levou a procurar pelo Acolher, onde, após ter sido iniciada no atendimento psicológico, ela garante ter-se sentido de fato “acolhida”.

O contato com as psicólogas, descrito por ela como “espetacular”, serviu – e continua a servir – como um auxílio para lidar com as limitações trazidas pelos problemas de saúde. “Só quem passa por um problema como esse sabe como é”, diz. “Não quero me aposentar por invalidez, pois gosto de trabalhar e sei que tenho condições para voltar a fazer isso”. Sandra ainda é atendida pelo Acolher e aguarda encaminhamento para outra função, na qual possa trabalhar sem que o joelho deficiente seja prejudicado.

Ana Dias

“Confiança”– Ana Dias está no serviço público municipal há 25 anos, e garante que o trabalho sempre lhe serviu como uma “válvula de escape”. Em outubro de 2012, no entanto, ela viu seu cotidiano modificar-se de forma radical por conta de uma doença.

O problema de saúde, aliado ao fato de ser ela a única responsável por cuidar da filha com paralisia cerebral, foi intenso o suficiente para levá-la à depressão. “Esta doença danifica a alma. Por isso, precisamos de pessoas que nos passem confiança”, explica Ana.

Confiança, por sinal, é o que ela afirma ter sentido, assim que conheceu a equipe do programa Acolher. As primeiras sessões de atendimento psicológico já lhe valeram como um atenuante para os incômodos que sentia. “Isso, para mim, foi um refrigério”, compara. “Aqui, neste programa, encontrei quem me ouvisse e visse minhas lágrimas”.

No momento, a servidora está em férias. E continua a frequentar o tratamento que provavelmente a ajudará no retorno ao trabalho, ao fim do período de descanso. “Sou muito grata por tudo isso. Espero que o programa continue e cresça a cada dia”, afirma.

Célia de Jesus Silva

Exames– Uma dor aguda e permanente foi detectada no pulso esquerdo da servidora Célia de Jesus Silva. A causa: lesão por esforço repetitivo, a conhecida LER. Isso ocorreu há mais de quinze anos, antes mesmo que ela ingressasse na Prefeitura de Vitória da Conquista. Com o tempo, o problema se agravou e ela teve de se adaptar à rotina de realização de exames.

Célia viu surgir o Acolher, há cerca de um ano e meio. E encontrou, na nova iniciativa, um meio bem mais eficiente para fazer as marcações de seus exames, alguns realizados em Vitória da Conquista, outros em Salvador. “Em todos os exames que faço, aqui e lá, o Acolher me ajuda”, registra a servidora, que atualmente trabalha na Secretaria Municipal de Administração – numa função que não lhe prejudica os problemas no pulso.

Conhecedora dos benefícios oferecidos pelo Acolher, Célia também encaminhou ao programa um familiar, servidor municipal como ela, que vinha passando por dificuldades por conta da dependência química. Atendido simultaneamente pelos psicólogos do Acolher e do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), o jovem conseguiu controlar o vício. Atualmente, continua em tratamento, mas já foi incorporado novamente ao trabalho, do qual permaneceu afastado durante sete meses. Célia não tem dúvidas: “Foi o Acolher que o trouxe de volta à sociedade”.

A sede do programa fica localizada na Rua Coronel Gugé, 11, Centro. O contato também pode ser feito pelos telefones (77) 3422-3886 e 3422-4048.