Nessa quarta-feira (20), a equipe de profissionais do CAPS AD III participaram de uma oficina realizada em parceria com o Centro Integrado dos Direitos Humanos para tratar sobre a abordagem e acolhimento da população LGBTQIA+ nos serviços de saúde mental do município.

A oficina foi conduzida pelo coordenador de políticas de promoção da cidadania e direitos LGBT, José Mário Barbosa, que afirmou a importância da atividade para entender os novos recortes da política LGBTQIA+. “Por se tratar de uma equipe multidisciplinar, é fundamental que a gente entenda a assistência integral à saúde dessa população, através da cartilha ligada ao Ministério da Saúde”.

A atividade teve o objetivo de proporcionar o fortalecimento e vínculo intersetorial entre os serviços, para garantir que os profissionais dos serviços de saúde mental tenham instrumentos para fazer o acolhimento dessa população de forma adequada. “Existe uma estreita relação tanto entre o sofrimento mental e o uso de substâncias psicoativas, quanto às questões relacionadas à violência de gênero e identidade sexual. Infelizmente, essa é uma relação muito próxima. Hoje, a população LGBTQIA+ é uma das com maior índice de suicídio e de abuso de substâncias, como uma forma de administrar os seus sofrimentos e as suas vulnerabilidades”, explica Aracely Schettine, gerente do CAPS AD III.

Ainda de acordo com o coordenador José Mário, a gestão está ampliando a assistência para garantir os direitos e a não violação da assistência à população LGBTQIA+, principalmente no recorte transgênero. “Trata-se da aceitação dos princípios fundamentais dos quais todos os direitos humanos são assentados: a igualdade de valores e dignidade de todos os seres humanos são pontos inegociáveis pela Prefeitura de Vitória da Conquista”, pontua José Mário.