A Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde, realizou nessa terça-feira, 11, uma ação de conscientização sobre o mosquito Aedes Aegypti e a distribuição simbólica de repelentes para mulheres gestantes integrantes do Bolsa Família. O evento aconteceu no auditório do Cemae, na Avenida Olivia Flores. A distribuição dos repelentes faz parte do programa de prevenção e proteção individual para gestantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica contra o Aedes aegypti.

A vice-prefeita, Irma Lemos, que representou o prefeito Herzem Gusmão na ação, falou sobre a importância da contribuição de todos: “é uma preocupação com toda a população o combate a esse mosquito e às doenças que ele transmite”. A vice-prefeita ainda afirmou: “Mas não basta só a distribuição do repelente. É necessário que cada um tenha todos os cuidados em suas casas para combater o Aedes Aegypti. Não deixar os vasos de plantas com água parada, não deixar os pneus abandonados, nem mesmo uma tampinha de refrigerante ou de água mineral. O mosquito pode nascer ali dentro”.

Na Bahia, serão entregues mais de 100 mil repelentes por mês, obedecendo a um cronograma determinado pelos municípios. Para Ianna Karine Carvalho, coordenadora de Renda e Cidadania e gestora do Bolsa Família, é muito importante para estas mães a distribuição dos repelentes. Ela afirma que “as mães que receberão os repelentes precisam estar no programa Bolsa Família porque isso demonstra que elas não têm condições de comprar por conta própria. E completa “isso é o Governo Federal preocupado com o crescente número de crianças com microcefalia”.

Além da distribuição dos repelentes, as mães receberam instruções sobre o combate à dengue, o zika vírus e Chikungunya. A coordenadora de imunização, Ana Maria Viana Ferraz, afirmou que “é necessário fortalecer a nossa população passando as informações sobre o mosquito, sobre o que ele pode causar e como podemos combatê-lo”. Ela ainda ressaltou que “trabalhar isso em conjunto com a comunidade, com as unidades de saúde, a Vigilância em Saúde e com Endemias fortalece cada vez mais esse conjunto e diminui os índices das doenças em nosso município”.

Só nestes primeiros meses de 2017, a Sesab registrou 259 casos de dengue na Bahia, com quatro mortes, e quase 600 casos de chikungunya, com duas mortes. Doze pessoas foram diagnosticadas com zika. A Bahia figura entre os primeiros na lista de casos de microcefalia em todo o Brasil – problema que possui ligação com a ocorrência do zika virus, como apontam os estudos.