Ao concluir, neste sábado (25), o terceiro mutirão do Castramóvel, no conjunto residencial Vila Elisa, Zona Sul da cidade, a Prefeitura de Vitória da Conquista chegou à marca de 140 procedimentos cirúrgicos realizados pela unidade móvel em cachorros e gatos. A conta inclui as duas edições anteriores da iniciativa, que ocorreram nos bairros Conveima e Campinhos.

Na véspera (24), as pessoas estiveram no trailer do Castramóvel para submeter seus animais à coleta de sangue e a exames preliminares, a fim de verificar se eles podiam ou não passar pela cirurgia. “Esses exames são importantes porque, através deles, a gente descobre se o animal tem alguma doença e não pode ser submetido à cirurgia. Se ele tiver algum problema de saúde, que precise ser tratado antes, ele é tratado e encaminhado para fazer a cirurgia na clínica”, explicou a secretária municipal de Meio Ambiente, Ana Cláudia Passos, referindo-se ao Centro de Apoio à Saúde Animal (Casa).

Segundo Ana Cláudia, a experiência do mutirão no Vila Elisa foi tão positiva quanto as anteriores, o que vem garantindo à equipe do Castramóvel um saldo positivo. “Estamos muito felizes com os resultados, porque a procura está sendo grande. É isso que a gente queria, porque, através dessas castrações, a gente consegue melhorar a questão do controle populacional dos animais nos bairros”, avaliou a secretária.

“Ótimo benefício pra gente”

A vendedora Juliana Gomes, 31 anos, levou seu gato Lock, de um ano, para passar pela cirurgia de castração – coisa que ela não teria condições de fazer, se não fosse um serviço gratuito. “Para poder castrar no particular, eu fui saber e vi que era uns 300 reais. E eu já estava querendo saber onde era a clínica. Aí, ontem, eu fiquei sabendo. Vim, peguei a senha e passei para fazer a avaliação”, contou.

Ela garantiu que se sente tranquila por saber que seu bichinho esteve sob os cuidados da equipe do Castramóvel – e que, a partir de agora, Lock correrá menos riscos à sua integridade física. “Minha irmã falou que, se eu castrar ele, ele parava mais de sair para a rua e tal. E tem muita gente que gosta de fazer malvadeza com os gatos. Aí eu falei: vou castrar, porque é um ótimo benefício pra gente, que não tem condições de pagar uma veterinária particular”, disse a vendedora, que mora no condomínio Bela Vista 1, vizinho ao Vila Elisa.

“A gente está aqui para amar”

Outra que levou seu animalzinho foi a cabeleireira Sheila Maria Gomes, 36 anos, moradora do próprio Vila Elisa. Ela chegou ao Castramóvel ao lado de Rex, um tranquilo “vira-latas”, cachorro sem raça definida, com idade estimada entre oito e nove anos, cuja docilidade tornou a focinheira desnecessária.

“Ele é um cachorrinho que fica na rua e a gente pegou ele para cuidar. Porque a gente tem que cuidar dos cãezinhos, né? Aí, a gente aproveitou essa oportunidade do Castramóvel e veio trazer ele aqui para castrar”, relatou Sheila. “A gente agradece, desde já, pela oportunidade. Agora, ele não vai mais ficar na rua, igual ficava. A gente pegou ele e está aqui para amar”.

Ana Cláudia Passos

O Castramóvel

O trailer do Castramóvel possui uma estrutura semelhante a um pequeno hospital veterinário, proporcionando um ambiente adequado para a realização das cirurgias. A unidade itinerante segue o modelo Casa, garantindo cuidados veterinários de qualidade durante o processo de castração. Em regra, os tutores dos animais levam seus animais para uma triagem, durante a qual são realizados cuidados veterinários prévios. Após essa etapa, os animais são agendados para a cirurgia de castração, que ocorre no dia seguinte.

A escolha dos locais de atendimento do Castramóvel se baseia na demanda e na presença de animais em situação de rua. Daí a necessidade do Castramóvel, que contribui para o controle populacional de cães e gatos e reduz os casos de abandono e maus-tratos. “Cada vez mais tutores terão a oportunidade de realizar a castração de seus animais de estimação de forma acessível e segura. Essa ação reforça o compromisso da Prefeitura de promover o bem-estar animal e conscientizar a população sobre a importância da castração responsável”, destacou Ana Cláudia Passos.