O protético João Alberto Oliveira Alves divide o tempo entre a profissão e o cuidado da terra. A irmã dele tem uma área de 16 hectares no assentamento Amaralina e ele decidiu ajudá-la. Eles planejaram plantar abóbora e outras lavouras, mas ao fazer a análise de solo foi verificada grande acidez.

A acidez do solo é a ausência de quantidades adequadas de cálcio, magnésio e potássio, traz grandes prejuízos à saúde da lavoura e constitui forte obstáculo à produção agrícola. A acidez libera a presença de elementos tóxicos para a planta, como o alumínio e o manganês, ao mesmo tempo em que reduz a disponibilidade de nutrientes.

Para não deixar o solo sem utilização, outras culturas foram plantadas. Mas, os produtores não ficaram aguardando para ver o que ia acontecer. Ao contrário, buscaram ajuda de especialistas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural (SMDR). Nesta terça-feira (24), o coordenador municipal de Fomento à Agricultura Familiar, Eduardo Castro, e o engenheiro agrônomo, Ueslei Leonardo, visitaram a propriedade, verificaram a análise do solo e conversaram com João Alberto.

Eduardo Castro e Ueslei falam a João Alberto sobre a importância da análise do solo

“Há três anos que a Prefeitura sempre vem aqui, principalmente fazer a aragem de solo. Desde que eu estou aqui já é a segunda vez que isso acontece. E agora, a parte de assistência. Este ano, acho que é a segunda ou terceira vez que Ueslei veio aqui. É ótimo mesmo. Para a gente vai ser um divisor de águas: plantar com assessoria técnica da Prefeitura vai ser excelente”, comemorou João Alberto, que vai poder plantar abóbora e milho para comercialização, e outras culturas, como feijão, aipim e tomate, para consumo próprio.

Já Eduardo parabenizou João e Helena pelo cuidado com a terra e o interesse de buscar a assistência técnica para evitar ou minimizar prejuízo e melhorar a produção. “Neste caso aqui, a gente vai fazer uma recomendação de adubação, principalmente de calagem, porque tem acidez no solo dele. E aí, após corrigir a calagem, nosso engenheiro agrônomo vai orientar em relação ao plantio – espaçamento, variedade que deve usar, tudo isso”, explicou.

O coordenador ainda chamou a atenção: “O correto é isso: o agricultor procurar a secretaria no início da plantação da lavoura para que a gente passe essa orientação e ele não venha a ter prejuízos financeiros depois”.

A assistência técnica prestada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural aos pequenos agricultores é realizada de forma continua. Em média, 600 famílias, anualmente, recebem uma visita técnica como a de hoje. “Os técnicos estão o tempo todo no campo fazendo essas visitas a um, dois agricultores, às vezes de forma mais coletiva, às vezes de forma mais individual, e dando essa assistência”, disse o coordenador.

Na semana passada, por exemplo, a equipe visitou uma área de um assentado no Cedro (distrito-sede) para verificar uma plantação de abacaxi que foi atingida por uma doença muito comum e acabou perdendo a produção. Os técnicos da SMDR orientaram o agricultor a retirar os frutos ainda sadios para não ter prejuízo total e a comprar mudas resistentes a essa doença. A secretaria realizará também a avaliação do solo.

A equipe esteve também no povoado de Lixa, para conversar sobre um projeto de galinha caipira e, na sexta-feira (20), foi ao Capinal orientar um agricultor em relação ao plantio de milho, criação de galinha e de peixe.