“O banco genético já está pronto, e está à disposição dos agricultores. Estamos incentivando cada vez mais o plantio dessa planta”, diz secretário de Agricultura

Normalmente, o umbu comum pesa pouco mais de 20 gramas. Já o peso do chamado umbu gigante passa de 80 gramas, podendo chegar até a 150. É esse o fruto cultivado pela Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, na Fazenda Experimental, uma área de 10 hectares localizada na região de Ribeirão, a cerca de 30km da área urbana da cidade. Ali existem mais de 700 umbuzeiros, de quase 30 variedades diferentes – todos, no entanto, tendo em comum a característica especial que os tornam acima da média. Idealizada há cerca de cinco anos, e iniciada através de parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária/Embrapa, a iniciativa pretende fomentar a reintrodução da cultura dessa fruta na região de Vitória da Conquista.

Atualmente, a fazenda possui um estoque de cerca de 500 mudas, prontas para serem entregues aos produtores que demonstrarem interesse em cultivar o umbu de forma organizada. “Às vezes, agricultores me pedem um ou dois pés de umbu. Sempre digo que podemos oferecer cinquenta ou mais, e ainda disponibilizamos toda a assistência técnica necessária para que eles plantem suas roças”, explicou o secretário municipal de Agricultura, Odir Freire, durante visita à Fazenda Experimental realizada na tarde desta quarta-feira, 29.

Segundo o engenheiro agrônomo Dilermando Moraes, a Prefeitura pretende contribuir para que haja uma mudança na forma como a comunidade local trata o umbu. “Nosso interesse é que as pessoas deixem de ver o umbuzeiro como uma planta selvagem, de difícil acesso, e passem a enxergá-lo como uma planta cultivável. Queremos incentivar a figura do umbucultor”, sintetiza Moraes, que também trabalha na Secretaria Municipal de Agricultura.

Colhendo frutos– Cerca de 15 roças já foram formadas com as mudas fornecidas pela Prefeitura. Segundo Freire, o interesse da Prefeitura é que esse número aumente. “O banco genético já está pronto, e está à disposição dos agricultores. Estamos incentivando cada vez mais o plantio dessa planta”, diz.

De acordo com Moraes, o projeto ainda está no início, mas tem grandes perspectivas futuras. “Hoje estamos, literalmente, colhendo os frutos desse trabalho fantástico”, afirma o agrônomo. “Estamos preparando a base. No futuro, pensamos no processamento da fruta, através de uma cozinha experimental para produção de doces e sorvetes”.