Neste 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids/HIV, quando, em todo o país, é realizada a campanha do Dezembro Vermelho, a Prefeitura de Vitória da Conquista por meio Centro de Atenção à Vida (Caav) Dr. David Capistrano Filho, intensifica as ações de mobilização para quebrar o preconceito e conscientizar a sociedade sobre o respeito às pessoas que vivem com a doença, além de reforçar sobre necessidade de praticar o sexo seguro.

Em Vitória da Conquista, de acordo com dados levantados pelo Caav, referência em prevenção, diagnóstico, notificação e assistência às pessoas que vivem com Aids/HIV, só em 2021 foram feitos 110 novos diagnósticos de moradores, dez deles em gestantes, e cinco delas estão sendo acompanhadas pelo Caav, que tem 1.438 pacientes ativos em tratamento antirretroviral (TARV).

“Isso justifica o trabalho de intensificação das testagem das equipes de saúde do município. Mas os números estão crescendo, isso é preocupante, porque a pandemia acabou deixando um pouco de lado a prevenção das ISTs. As pessoas tem procurado o serviço, mas muitas podem ainda desconhecer o seu estado sorológico, por isso é importante se testar”, explicou a coordenadora do Caav, Riviane Santana.

Durante a campanha do Dezembro Vermelho, o Caav disponibilizará o teste rápido de detecção do HIV para as pessoas que tiverem interesse em fazer, na Praça João Gonçalves (próximo à Prefeitura). O teste é gratuito, feito com uma pequena gota de sangue retirada do dedo e o resultado sai em cerca de 20 minutos.

Ainda não existe uma cura efetiva para a doença, contudo as pesquisas científicas têm avançado e uma pessoa com diagnóstico positivo para HIV pode viver anos sem sintoma ou sem desenvolver a Aids. Isso acontece porque, no Brasil, o tratamento com os antirretrovirais é oferecido gratuitamente pelo SUS e impede que o vírus se multiplique, ajuda a reduzir a quantidade de vírus no organismo e diminui as chances de transmissão da doença.

As políticas de prevenção também foram adotadas pelo Caav, como a Profilaxia Pós-exposição (PEP), após a relação sexual; e a Profilaxia Pré-exposição (PrEP), antes da relação. São meios recentes de prevenção da transmissão do HIV, que oferece mais alternativas, comprovadas cientificamente, além do preservativo que era a única opção disponível até pouco tempo atrás.

A coordenadora destacou ainda que os esforços na luta contra a Aids/HIV ainda estão longe de ser findados. Apesar de diminuição em morte e melhor sobrevida à doença, o índice de contaminação cresce anualmente com faixa etária menor, prolongando a epidemia e aumentando a possibilidade de transmissão. Por isso, a prevenção continua sendo a melhor opção.