O 1º Congresso Municipal de Educação, evento que ocorreu paralelamente ao Festival de Educação e Cultura de Vitória da Conquista (Festeccon), no Centro Cultural Glauber Rocha, encerrou nesta sexta-feira (11), com duas importantes palestras: uma sobre avaliação de aprendizagem e a outra acerca da educação inclusiva. Ambas estão inseridas na proposta principal do debate “Aprender a Ser: Educador em sua Plenitude”. Para os participantes, o evento representou uma grande oportunidade de desenvolvimento profissional.

A palestra “Avaliação de Aprendizagem: um diálogo inovador” foi ministrada pelo professor Paulo Roberto Padilha. Ele destacou a avaliação da aprendizagem na perspectiva da humanização. “Falar hoje em humanização é bastante complicado, no contexto nacional e internacional em que vivemos. Como nós podemos, a partir da educação, mudar essa lógica da desumanização? E a avaliação tem sido realizada nas escolas de todo o Brasil, como uma questão muito complicada e complexa que não se resolve facilmente. Ela tem sido uma forma mais de opressão do que de libertação. Então, na perspectiva de Paulo Freire, viemos discutir que é possível, sim, fazer uma avaliação dialógica, amorosa, criativa, crítica, transformadora e revolucionária. Revolucionando a partir da pessoa e fazendo a educação numa perspectiva democrática, coletiva e participativa”.

O professor Geisse Martins trabalhou o tema “Educação Inclusiva: desafios e conquistas”. Ele apresentou uma perspectiva atual da educação inclusiva no Brasil, que já é uma realidade, o uso e aplicação de tecnologias digitais da informação e conhecimento. “Tratamos com mais ênfase a respeito do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil, que a cada ano vem aumentando a quantidade de alunos nas matrículas regulares e que isso se propõem como um desafio para os professores, tanto do ensino regular, quanto do Atendimento Educacional Especializado (AEE). E mostramos alternativas, como é o caso do Programa Educacional Tix Letramento, que já uma realidade no município de Vitória da Conquista e que vem propiciando uma educação de qualidade para o público-alvo do AEE”.

Na programação também ocorreu apresentação cultural da Escola Municipal Zulema Cotrim, que trabalhou o tema da inclusão em músicas, as quais foram apresentadas na Língua Brasileira de Sinais (Libras) por um coral de alunos. E também teve apresentação de uma das grandes estrelas do evento, o Robozão, novamente cativando crianças e adultos com sua performance musical.

Para a professora Jemima Brandão, mãe de Maria Eduarda, de 3 anos, o Festeccon foi ótimo. Ela destacou o que evento também foi direcionado ao público infantil. “Ótimo para as crianças. Trabalha bem o universo infantil, novas formas de explorar as emoções, o uso da tecnologia como influência na aprendizagem, também o artesanato, proporcionando uma maior vivência cultural”.