Nesse momento de pandemia do novo coronavírus, é preciso reinventar formas de assistência em saúde para continuar ajudando as pessoas! A solução encontrada por alguns dos profissionais do Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) foram as teleconsultas e o telemonitoramento dos pacientes por Whatsapp.

A fisioterapeuta Érica realiza seus atendimentos por chamadas de vídeo no Whatsapp

As equipes do NASF atuam diretamente com as equipes de Saúde da Família da Atenção Primária, com foco principal no trabalho de prevenção e promoção à saúde, realizando atividades como visitas domiciliares, consultas, grupos de saúde e atividade física. Todos esses serviços precisaram ser suspensos, em razão da necessidade de evitar aglomerações. Boa parte dos profissionais foi direcionada para atuarem junto às equipes de referência da Covid-19. Além disso, os psicólogos estão realizando teleatendimento voltado para os profissionais de saúde da rede municipal.

O serviço de fisioterapia foi uma das especialidades mantida no apoio às Equipes de Saúde da Família e precisou se reinventar para o apoio não presencial de pessoas com quadro de dor articular, pós-operatórios ortopédicos (inclusive amputação) e doenças degenerativas. A fisioterapeuta Érica Tremura teve a iniciativa de gravar vídeos ensinando alongamentos, que podem ser feitos em casa, e enviar para usuários do SUS em grupos de Whatsapp como forma de incentivar a prática de exercícios. “Estas pessoas estão recebendo a teleconsulta e o tratamento por meio de exercícios terapêuticos em casa, com suporte de vídeos e cartilhas, monitorados semanalmente ou quinzenalmente a depender da necessidade”, explica a fisioterapeuta.

Os vídeos incentivam os pacientes a realizarem em casa os exercícios terapêuticos

Lilian Matos, de 33 anos, possui uma doença que causa dor crônica e é uma das pacientes que faz o tratamento semanal com a fisioterapeuta: “Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, não sinto mais dores nas articulações e até mesmo minha autoestima que estava lá embaixo, melhorou. Tive muito apoio com a fisioterapeuta e os exercícios são muito bons. Já não dependo mais de medicações para alívio das dores”.

Outro paciente também atendido pela profissional é o motorista de ônibus coletivo Ronnivon Pacheco, que apresentava dores no ombro devido ao esforço do trabalho e, segundo ele, a prática dos exercícios ensinados foi essencial: “O tratamento foi ótimo. A fisioterapeuta Érica me acompanhou muito bem, sempre está ligando e também mando vídeos fazendo os exercícios tudo direitinho e, graças a Deus, já não sinto mais dores”.

A fisioterapeuta Érica Tremura acredita que essas novas ferramentas de trabalho têm sido muito úteis e “podem ser mantidas em alguns casos após a pandemia, apesar de acreditar que nada substitui o toque e o tratamento fisioterapêutico presencial. Mas, neste momento em que o risco de contaminação pela COVID-19 é eminente, a fisioterapia consegue chegar e melhorar várias condições de saúde através do telefone”, destaca.