A Fundação Pública de Saúde (Fsvc) promoveu, no auditório do Hospital Municipal Esaú Matos, um encontro para celebrar o 17 de novembro, Dia Mundial da Prematuridade. A ação faz parte das atividades do Novembro Roxo, campanha mundial que tem o objetivo de sensibilizar a população acerca da prematuridade, propondo uma reflexão sobre as estratégias de prevenção deste problema e a melhoria na assistência neonatal às crianças que nascem prematuramente.

Este ano, o Novembro Roxo tem como tema “Garanta o contato pele a pele com os pais desde o momento do nascimento”. Segundo a coordenadora da UTI Neonatal, Alda Nery, o contato pele a pele regula a temperatura corporal do bebê, proporcionando o ganho de peso e um desenvolvimento mais rápido. “Isso também relaxa o bebê, melhora a estabilidade cardiorrespiratória, reestabelece o vínculo perdido com a separação, favorece o aleitamento por estimular a produção, reduz a chance de depressão pós-parto”, completou a coordenadora.

A celebração do Dia Mundial da Prematuridade envolveu os diversos setores do Hospital Esaú Matos, que conta com uma equipe multiprofissional bem diversificada, desde o pré-natal, alto risco, obstetrícia, UTI Neonatal, passando, ainda, pelos serviços do Banco de Leite Humano, Família Canguru e as demais ramificações da FSVC.

Edileuza e a filha Maria Laura

Durante o encontro, a equipe do hospital realizou palestras informativas sobre a prematuridade. Além disso, profissionais e pessoas que viveram a situação da prematuridade deram depoimentos contando como foram essas experiências. Uma das participantes foi Edileuza Ribeiro Queiroz, mãe de Maria Laura, que nasceu prematura no Esaú Matos. Ela contou que foi acompanhada pela equipe durante todo período pré-natal e, com o nascimento prematuro da filha, passou dois meses entre a UTI, Semi UTI e Família Canguru. “Fomos muito bem acompanhadas por toda equipe de obstetrícia, enfermagem, banco de leite e isso foi muito importante”, explicou a mãe, que ainda fez questão de ressaltar: “É importante voltar aqui hoje com uma história de superação e alegria, pois me sinto honrada em ser convidada e acho muito importante todos esses momentos que o Esaú promove para que a comunidade conheça a importância da assistência aos prematuros. Foi uma experiência ímpar na minha vida, sempre me sinto bem voltando aqui”.