Atividade reuniu netos, bisnetos e tataranetos de Dôla

Localizado no bairro das Pedrinhas, o Beco de Dôla, é considerado o único quilombo urbano de Vitória da Conquista, e tem o nome de Dôla, em homenagem à uma das fundadoras do bairro e matriarca mais velha da comunidade. Para comemorar o Dia da Consciência Negra com as crianças e adolescente desta comunidade, a equipe do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Pedrinhas, realizou nesta quinta-feira (25), na Pastoral Nossa Senhora das Graças, atividade com a apresentação da banda de percussão Marujada Mirim do Beco.

A Marujada Mirim do Beco apresentou um repertório de samba reggae e samba de roda

Segundo o secretário de Desenvolvimento Social, Michael Farias, celebrar as comunidades remanescentes no mês da Consciência Negra é resgatar a história do povo preto brasileiro e também um ato de resistência e afirmação contra o racismo. “Temos buscado trabalhar a pauta de combate ao racismo em todas as atividades dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos dos Cras durante todo ano e também estamos resgatando a cultura popular negra com a oferta de oficina de capoeira nestas unidades”, explicou Michael.

Roque mantém a tradição herdada de sua avó Dôla

A banda de percussão é comandada pelo músico Roque Antônio Gonçalves Santos, que tem a missão de manter a tradição deixada por sua vó Dôla. “Minha vó deixou e a gente deu continuidade. Devagar e sempre nós não paramos, nem durante a pandemia, ensaiamos seguindo todos os protocolos” comentou Roque.  Todos os integrantes da banda são descendentes de vó Dôla, netos, bisnetos e até tataranetos todos juntos formando a Marujada Mirim do Beco.

Além da apresentação da banda, foram realizadas roda de conversa, contação de história, oficina de trança nagô e turbante e desfile da beleza negra.