A Prefeitura Municipal manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do historiador baiano Ubiratan Castro de Araújo, de 64 anos, dirigente da Fundação Pedro Calmon. Professor, pesquisador e gestor, Ubiratan teve destacada atuação no campo do ensino e da pesquisa em História, em especial da Bahia, e na área da gestão acadêmica e cultural, sempre atento às culturas negras. Castro estava internado na UTI do Hospital Espanhol desde outubro por conta de uma insuficiência renal. O estado de saúde piorou em decorrência de uma infecção que se agravou nos últimos dias.

Ubiratan Castro de Araújo era Doutor em História pela Université Paris IV-Sorbonne, Mestre em história pela Université Paris X-Nanterre, Licenciado em história pela Universidade Católica do Salvador e Bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia. Foi membro da Academia de Letras da Bahia, onde ocupava a cadeira 33, cujo patrono era o poeta abolicionista Castro Alves. Foi professor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA, diretor do Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA (CEAO) e presidente do Conselho para o Desenvolvimento das Comunidades Negras de Salvador (CDCN) .

No primeiro mandato do presidente Luís Inácio Lula da Silva (entre 2003 e 2006), Ubiratan Castro de Araújo trabalhou com o ministro da Cultura, Gilberto Gil, dirigindo a Fundação Cultural Palmares. Entre os prêmios e títulos que recebeu, destacam-se: a Medalha do Bicentenário da Restauração Portuguesa da Academia Portuguesa de História, o Troféu Clementina de Jesus da União dos Negros pela Igualdade (Unegro) e a Medalha Zumbi dos Palmares da Câmara Municipal de Salvador. Foi autor dos livros: A Guerra da Bahia, Salvador Era Assim – Memórias da Cidade e Sete Histórias de Negro, o primeiro trabalho ficcional do autor.