Após reunião no início da noite de ontem (26), 30 moradores do povoado do Choça saíram de suas casas para serem abrigados na Escola Municipal Robert Kennedy, localizada na parte alta da localidade. A decisão foi consensual entre os moradores e equipes da Defesa Civil e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Municipal (Semdes). A transferência para o Caic, que estava prevista, foi adiada.

A transferência dos moradores foi necessária, pois um grande fluxo de água está vindo do povoado de Itapirema, onde estava represado e começou a fluir.

A primeira família a chegar ao abrigo foi a de Maria de Fátima Ferreira, de 44 anos. Ela e os quatro filhos moram há 10 anos no povoado e sua casa corria risco de desabamento por estar numa área de brejo. “A Defesa Civil falou que o poço que criamos peixe estava prejudicando, estava umedecendo a casa, aí pode cair e ser pior”, explicou o filho Adriano, de 21 anos.

Maria de Fátima e filhos

Na reunião que aconteceu na própria escola, moradores relataram que uma das saídas de água da localidade foi obstruída. “A gente vai verificar essa informação já agora e nos comprometemos em, nesta segunda, inspecionar o ponto”, afirmou o engenheiro da Defesa Civil, João Gabriel Queiroz, que esteve à frente da reunião juntamente com a coordenadora de Renda e Cidadania da Semdes, Gleisse Oliveira, o inspetor regional da Guarda Municipal, Hemerson Caíres, e as líderes comunitárias Normélia Sampaio e Railda Costa Sena.

Segundo Railda, a ação “Veio contribuir para essas pessoas que estavam aqui sem informação e ao mesmo tempo com medo da chuva estar alagando suas casas. A Defesa Civil conhece a área, as estratégias e foi muito bem-vinda a ação deles aqui no povoado do Choça. As pessoas não podem dizer que as autoridades do município não tomaram as providências”, comentou.

Uma parte das famílias do povoado optou por ficar em casa. Outra reunião pela nesta segunda (27) avaliará a necessidade de transferência. O Caic já está com a estrutura montada para receber até 300 pessoas.