Pouca gente sabe, mas 65% dos móveis escolares da rede municipal de ensino sai de uma marcenaria própria, o que propicia economia de recursos públicos. O trabalho é feito pelos marceneiros Atemilson de Almeida, Paulo Cruz e Amadeu Bonfim, sob a liderança deste último.

Segundo Amadeu, que é o gerente da marcenaria da Secretaria Municipal de Educação (Smed), com a produção do material o Município tem uma economia significativa e ganha também em qualidade nos produtos. “Em decorrência da pandemia, o custo da matéria-prima aumentou muito. Com certeza, se a Prefeitura fosse comprar os móveis na loja, gastaria muito. O município tem de economia hoje cerca de 60% do valor”, estima ele.
São mesas e cadeiras de professores, carteiras, conjunto escolar infantil, balcão pra cozinha, prateleiras, quadros, conjuntos de refeitório, quadros de professores e murais, suportes pra micro-ondas e bebedouros, tudo produzido com todas as especificações técnicas e laborais para crianças e adolescentes.

Há 30 anos atuando no serviço público, Atemilson fala com satisfação do trabalho feito por ele e pelos colegas “Já tem muitos anos que eu trabalho aqui, é coisa que eu gosto de fazer. Fazer, recuperar e reformar os móveis tudo é bom demais”, externou Atemilson.

Paulo Cruz, Atemilson de Almeida e Amadeu Bonfim

Em janeiro deste ano, foram 123 peças produzidas e 54 reformadas. Em fevereiro, a marcenaria alcançou a produção de 350 móveis que, recebendo os devidos cuidados, podem durar em torno de dez anos, calculam os profissionais.

A confecção dos móveis pela marcenaria da Smed representa também o cuidado e a atenção do Governo Para Pessoas de proporcionar agilidade e qualidade na produção dos equipamentos.