De acordo com o primeiro Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2023, divulgado hoje (24) pelo Centro de Controle de Endemias (CCE) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o município teve um índice geral de 2,7%, um aumento de 0.5 ponto percentual se comparado ao último levantamento, feito no mês de novembro de 2022, que foi de 2,2%.

Com esse LIRAa, o município permanece no índice de alerta, classificado entre 1% e 3,9%, de acordo com o Ministério da Saúde, e SMS informa que as medidas de controle já estão sendo realizadas para conter a infestação do mosquito nas áreas com maiores índices.

“É preocupante, mas nós estamos trabalhando energicamente, fazendo o bloqueio com larvicida, principalmente nos lugares com notificações de pessoas adoecidas pelas arboviroses, para conseguirmos reverter a situação e diminuir os índices”, explicou a coordenadora do CCE, Gabriela Andrade.

Os agentes inspecionaram e coletaram amostras de água para análise em mais de seis mil imóveis dos 78 bairros e loteamentos urbanos, e em 188 foram encontradas larvas positivas do Aedes aegypti, o que representa o índice geral de infestação obtido nesse levantamento.

Em 20 bairros foram registrados índices de infestação de alto risco, acima de 3,9%, sendo que os maiores foram registrados nos bairros Santa Cruz (16,8%), Terras do Remanso (11,3%), Flamengo (10%), Sumaré (10%), Nossa Senhora Aparecida (9%), Alto Maron (8,5%) e Iracema (7,2%).

Gabriela Andrade destacou que em relação aos bairros que registraram alto índice de infestação no levantamento feito em novembro de 2022, pode-se observar resultados positivos das ações, a exemplo dos bairros Henriqueta Prates e Ipanema, onde o índice de infestação zerou; no Conveima II, caiu para 3,3%, e no bairro Cruzeiro, diminuiu para 4,1%.

Força-tarefa

Desde o início do ano, as equipes de combate às endemias têm realizado mutirões para bloquear a infestação do mosquito nos locais com maiores notificações de casos, como os bairros Ibirapuera e Terras do Remanso. Durante esta semana, o trabalho dos agentes se concentrou no bairro Santa Cruz, com apoio do drone para identificar os locais com focos do mosquito.

A coordenadora do CCE reforçou o pedido de colaboração da população: “Fazemos todos os dias esse trabalho educativo, de porta em porta, e mais uma vez pedimos para que cada morador ajude os agentes nessa tarefa, cuidando dos seus espaços para evitar qualquer tipo de situação que favoreça a reprodução do mosquito”.

Caso necessite fazer denúncias de possíveis focos do mosquito ou solicitar a visita dos agentes de endemias, entre em contato com o Centro de Controle de Endemias pelo (77) 3429-7421.