Professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promovem curso de extensão para obstetras no Hospital Esaú Matos

A Fundação Pública de Saúde de Vitória da Conquista realizou, nos dias 7 e 8 de fevereiro, um curso de extensão e atualização para obstetras e enfermeiras que atuam no Hospital Materno-Infantil Esaú Matos, unidade referência em gestação de alto risco. A qualificação ficou a cargo dos professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): Álvaro Luiz Lage Alves, Lucas Barbosa da Silva e Paulo Roberto Mansoldo Alves, que estão percorrendo o Brasil com palestras e cursos na área de obstetrícia.

Os médicos conquistenses tiveram acesso às aulas teóricas e atividades práticas em emergências e manobras obstétricas, na assistência ao parto e tratamento cirúrgico das lacerações perineais. O curso deu ênfase às principais causas de mortalidade materna, com destaque para hemorragia pós-parto, síndromes hipertensivas e sepse puerperal. Também foram abordados temas sobre os diferentes tipos de parto: vaginal operatório (fórceps e vácuo-extração), distocia de ombro, parto pélvico vaginal, versão cefálica externa e episiotomia/trauma perineal. As atividades teóricas foram realizadas por meio de exposições objetivas dos principais temas.

A obstetra Rosamaria Caracas, que assessorou o curso de aperfeiçoamento, esclarece que mesmo com toda a melhora da assistência à mulher, ainda é preocupante o número de casos de morte materna e neonatal no Brasil. “O Esaú Matos vem melhorando a sua estrutura, reformando e equipando o centro cirúrgico e qualificando os seus profissionais para assim reduzirmos as taxas de complicações materno-infantis e prestar melhor assistência à nossa população”, afirma.

Para o diretor da Fundação de Saúde, Diogo de Azevedo, o Esaú Matos vem ampliando os investimentos em ações de qualificação de todo o seu corpo funcional. “Entre as ações de capacitação, a Fundação promove cursos que abordam emergências obstétricas visando qualificar os profissionais médicos, enfermeiros e fisioterapeutas que estão envolvidos com a assistência ao parto”, declara Diogo.