No sábado, 1º, foi concluída a oficina de Direção Teatral; nas próximas semanas, serão ministradas as de Produção Cultural, Figurino e Trilha Sonora

Quase quarenta pessoas participam, durante o mês de julho, do curso Alvenarias Cênicas, oferecido pelo grupo de teatro Finos Trapos. São quatro oficinas técnicas, cujas aulas acontecem no Teatro Carlos Jehovah. A Prefeitura apoia a iniciativa, através da Coordenação Municipal de Cultura.

A primeira oficina, ministrada entre quinta-feira, 29, e sábado, 1º, foi de Direção Teatral. Divididos em cinco grupos, os alunos escolheram textos a partir dos quais desenvolveram cenas de leituras dramáticas.

“Para a nossa felicidade, em Vitória da Conquista a procura foi grande”, comemorou o coordenador de produção do grupo Finos Trapos, Tiago Carvalho. “Pensávamos que ocorreria uma evasão, mas não ocorreu. Os 37 alunos estão conosco. E, para a gente, é uma grande felicidade desenvolver um projeto neste cunho e neste formato na cidade de Vitória da Conquista”, acrescenta Carvalho.

A metodologia das oficinas consiste em desenvolver inicialmente um trabalho teórico para, no último dia da oficina, os alunos mostrarem os resultados práticos. Também será assim nas próximas semanas, quando forem desenvolvidas as oficinas de Produção Cultural, Figurino e Trilha Sonora.

Formado pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e trabalhando na área há quinze anos, o professor Eduardo Nunes se matriculou no curso Alvenarias Cênicas em busca de mais experiência. “Eu não sou um iniciante. O que me interessou é justamente porque as oficinas não estão voltadas para a iniciação. Estão voltadas para um público que deseja melhores condições de avanço”, explicou Eduardo, que trabalha em duas escolas da Rede Municipal de Vitória da Conquista.

Além de se matricular, o professor convidou, para se inscreverem, os alunos que participam do grupo de estudos organizado por ele. “Trouxe meus alunos para conhecerem detalhes técnicos sobre direção teatral, produção, organização de enredo e todo o maquinário que envolve a produção teatral”, informou.

Espetáculo, exposição e livro – Além das oficinas técnicas, o grupo Finos Trapos organizou no Teatro Carlos Jehovah uma exposição, na qual se conta a história do grupo através de fotografias de espetáculos teatrais. O projeto inclui ainda a montagem de espetáculo “Mós ai que”, que está em cartaz na cidade até o final de julho.

O projeto Alvenarias Cênicas tem vigência de doze meses, e ao longo desse período passa por cinco cidades baianas. Já desenvolveu o mesmo trabalho em Cachoeira, Alagoinhas e Guanambi, antes de chegar a Vitória da Conquista. A próxima etapa será em Senhor do Bonfim.

A culminância do projeto será a publicação de um livro. “A gente cria um artigo a partir dessas andanças que a gente tem feito por essas cidades. Na verdade, é um resultado metodológico daquilo que a gente colheu a partir também das falas dos alunos e do material que a gente desenvolveu em sala de aula”, contou Tiago Carvalho.

Criado em 2003, em Salvador, e formado por artistas de Vitória da Conquista, o grupo Finos Trapos se dedica a atividades como produção cultural, criação de espetáculos e atividades de formação e capacitação.