Doula Rafaela

Um carinho, uma palavra e uma massagem fazem toda a diferença para qualquer pessoa que esteja sentindo dor. E para as mulheres que estão em trabalho de parto esta atenção é ainda mais fundamental. Para melhorar ainda mais o atendimento às grávidas do Hospital Municipal Esaú Matos, a Fundação de Saúde de Vitória da Conquista (FSVC) oferece, desde o mês de janeiro, um programa de doulas voluntárias. Doula é aquela profissional que, embora não tenha necessariamente formação médica, assiste a gestante antes e durante o parto, com o foco em seu bem-estar.

“Dei entrada ontem aqui na maternidade. Tive atendimento com uma psicóloga e toda a equipe me atendeu muito bem. Mas o melhor de tudo foi a doula: fiquei a tarde toda sendo cuidada por uma, que me tratou como se me conhecesse. A doula enfeitou o Esaú Matos”. O relato é de Ingridy Santos Dias, moradora do bairro Henriqueta Partes, que teve sua filha na manhã da última quarta-feira (31), no Esaú Matos.

Ingridy Santos e Rodrigo Curvelo felizes com o nascimento de sua filha: o melhor de tudo foi a doula”

O acompanhamento com as doulas acontece de segunda a sexta-feira, das 7h da manhã às 19h. “Hoje contamos com 20 doulas que estão fazendo o curso de formação. Elas já passaram pela parte teórica, onde aprenderam noções de cuidado, aromaterapia, técnicas de alívio da dor e massagem. Agora elas estão vivenciando a prática da profissão. Ao final do curso, recebem um certificado e estão aptas a desenvolver o trabalho voluntário aqui mesmo no Esaú”, explica a psicóloga da Fundação Sabrina Aguiar.

A massagem acalma muito na hora do parto

Rafaela Borges nem sabia o significado da palavra “doula”, mas ficou interessada quando uma amiga lhe explicou sobre o curso. “Eu sempre quis fazer trabalho voluntário e me identifiquei com a proposta. Estou adorando o curso e a possibilidade de ajudar a mulher neste momento único e delicado de sua vida”, comentou Rafaela, enquanto “doulava” uma gestante em trabalho de parto.

Já a aposentada Maria Lúcia da Silva foi incentivada pela filha, que é enfermeira e lhe explicou como funciona o acompanhamento. “Eu trabalhava na área de saúde. Então, fico muito feliz em ajudar futuras mães que, na hora do parto, ficam frágeis e precisam de carinho e conforto. Estou maravilhada, porque graças a este curso pude ‘doular’ minha filha e participar ativamente do nascimento do meu neto”, ressaltou.

Doula Maria Lúcia

Além do acompanhamento das doulas, as gestantes também têm direito a um acompanhante na hora do parto. “Minha nora comentou que a doula a deixou bem confortável. Fez massagens, conversou, deu banho quente, passou óleo… Isso ajuda muito. Estou gostando muito do atendimento”, contou Dalvani Marinho, moradora de Anagé, que acompanhava sua nora durante o parto.

Dalvani acompanhando de perto o atendimento da doula Rafaela

É importante lembrar que o acompanhamento da doula não substitui o atendimento da equipe do Esaú Matos. Christianne Schettini, enfermeira obstétrica e assessora da Fundação explica que “o objetivo do Esaú é melhorar a assistência às gestantes para que mães e filhos possam ter a experiência de um parto positivo, normal ou cesariano”. Para ela, o projeto está apenas começando: “Após a conclusão da primeira turma, abriremos nova turma, para que outras pessoas tenham a mesma oportunidade”, conclui.