Grupo de pesquisa da Fundação está inscrito no CNPQ e estuda o perfil epidemiológico de doenças crônicas em Conquista

Melhorar a assistência prestada pelo Hospital Esaú Matos e os serviços ofertados pelo Laboratório Central Municipal. É com este objetivo que a Fundação de Saúde tem investido em ensino e pesquisa, na instituição, com a implantação de um núcleo específico em 2017.

E os resultados já apareceram. Em 2017, foram publicados 20 artigos científicos. “Saímos de zero em artigos publicados pela Fundação e alcançamos essa quantidade em apenas um ano. É um ótimo resultado”, comemorou o diretor da Fundação, Felipe Bittencourt. Em 2018, já foram publicados três.

Atualmente, há um grupo de pesquisa ativo da Fundação inscrito no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). Intitulado como Núcleo de Extensão, Pesquisa e Estudo de Doenças Crônicas (NEPEdc), o grupo reúne estudantes e pesquisadores de diferentes áreas e visa identificar o perfil epidemiológico de doenças crônicas em Conquista.

Além disso, a Fundação busca a habilitação do Esaú Matos como hospital de ensino junto aos ministérios da Educação e da Saúde. As etapas necessárias para a habilitação, como a implantação do prontuário eletrônico único, já começaram a ser cumpridas.

Servidores estão sendo capacitados para usar o novo prontuário online

“Com este prontuário, as informações estarão mais seguras e de fácil acesso aos profissionais que poderão acompanhar o histórico do paciente, além da economia de papel e de insumos e medicamentos utilizados durante a passagem do paciente pelo hospital”, assegurou o assessor de Ensino e Pesquisa da Fundação, Stênio Pimentel.

“O programa já traz uma inovação, pois permite que o sistema faça a classificação de risco do paciente baseada nas evidências cadastradas pelos profissionais durante o atendimento, tornando o processo de espera mais seguro tanto para o paciente quanto para a equipe do atendimento”, complementou o coordenador de Enfermagem do Esaú, Gustavo Cabral.

Outra exigência é a implantação das câmaras técnicas, como o núcleo de atendimento ao paciente. Todas elas foram devidamente implantadas por meio de portarias.

Com a habilitação, o Esaú vai aperfeiçoar a capacitação e formação de profissionais de saúde. Por exemplo, caso seja instalada uma pós-graduação em Obstetrícia, os alunos terão a teoria e a prática no próprio hospital. “Logicamente, o aprendizado deste profissional será muito maior”, assegurou Stênio.

O Esaú como hospital de ensino vai permitir que as instituições de ensino tenham o hospital como referência não só como campo de estágio, mas também como provedor de ensino atendendo as normas acadêmicas, seja na gestão do prontuário, seja no respeito ao paciente.