Referência em toda a Bahia quando em atendimento obstétrico, pediátrico e UTI-neonatal, o Hospital Esaú Matos, mantido pela Fundação Pública de Saúde de Vitória da Conquista (FSVC), dá atenção permanente a assuntos como violência obstétrica, prevenção de morte súbita e primeiros socorros aos recém-nascidos, que são periodicamente abordados e discutidos junto às equipes que trabalham na unidade. Como ocorreu em treinamento oferecido aos trabalhadores da FSVC durante a 6ª Semana do Bebê, durante quatro dias de encontros com informações, esclarecimentos e atividades relacionadas aos temas.

Violência obstétrica é como são chamados os casos de abusos nos serviços de saúde sofridos por mulheres durante a gravidez, no parto ou após ter dado à luz. Em 2018, a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista promulgou a Lei Municipal nº 2.228 que determina a implantação de medidas informativas e proteção à saúde das parturientes contra a violência obstétrica. Durante o treinamento, o tema foi enfatizado junto aos trabalhadores da Fundação.

Para o diretor-geral da FSVC, Diogo Azevêdo, debater a violência obstétrica é de grande pertinência, principalmente para o Hospital Esaú Matos. “É necessário garantir um atendimento humanizado, acolhedor, que dê segurança às mulheres que aqui chegam. A nossa responsabilidade com o bem-estar delas e dos bebês começa assim que adentram a nossa unidade. É necessário sempre lembrarmos que nós trabalhamos para pessoas, é gente cuidando de gente”, afirmou o diretor.

A integrante do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) do Hospital Esaú Matos, Cristiana Moura, afirma que discutir violência obstétrica é a demonstração do engajamento da gestão em uma assistência baseada em evidências científicas, prestada por uma equipe multidisciplinar e respeitando sempre o protagonismo da mulher. “Reunir todo nosso público de assistência técnica e conversar sobre a humanização só demonstra o quanto todos nós estamos buscando o melhor para as gestantes, que receberão um tratamento humanizado e com dignidade, podendo afirmar o quanto é positivo para todos os envolvidos no processo de transversalidade e protagonismo dos sujeitos”, completou Cristiana.

Esta humanização do atendimento não se limita apenas ao ambiente hospitalar e não se encerra com a alta dos pacientes. Após o parto, os cuidados devem se estender para garantir o bem-estar da mãe e do bebê. Desde 2019, a Lei Municipal nº 2.377 autoriza as unidades de saúde e hospitais públicos a oferecerem orientações e treinamentos aos pais ou responsáveis sobre a prevenção de morte súbita e primeiros socorros nos casos de engasgo ou aspiração de corpo estranho.

Um dos responsáveis por abordar o tema no treinamento oferecido pela FSVC foi o fisioterapeuta Jefferson Silva Passos. Para ele, o treinamento foi muito importante para toda equipe, sendo possível, como preconiza a Lei, fornecer informações precisas para os pais, responsáveis e para população. “Com uma equipe completamente preparada e capacitada é possível fornecer informações precisas. Os pais ou responsáveis pelo recém-nascido, antes deste receber alta hospitalar, deverão passar por um treinamento que servirá para toda vida, treinamento este que serve para recém-nascidos, crianças e adultos”, afirmou.