Cerca de 120 famílias de agricultores da região serão beneficiadas com a conclusão da obra

Uma obra voltada para aumentar a renda de diversas famílias de agricultores. Assim é a fábrica de temperos no bairro de Lagoa das Flores cujas obras estão em fase avançada de construção. Fruto de emenda parlamentar do então Deputado Federal, Guilherme Menezes, em 2006, o equipamento está sendo edificado pela Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Empresa Municipal de Urbanização (Emurc), com o acompanhamento técnico da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana.

A fábrica de temperos terá como matéria-prima as hortaliças cultivadas por cerca de 120 famílias. Segundo estimativas da Secretaria Municipal de Agricultura, aproximadamente 40% da produção dessas famílias se perdia. Para dar a melhor destinação a esse excedente e atendendo as solicitações da comunidade, o Governo Municipal viabilizou a construção da fábrica de temperos na Lagoa das Flores, a pouco mais de 10 quilômetros do centro da cidade.

De acordo com a secretária municipal de Infraestrutura, Débora Rocha, falta pouco para a conclusão da obra. “Nossa expectativa é finalizar essa obra já no próximo mês. Nós estamos conseguindo executá-la em tempo recorde, inclusive com a redução do cronograma previsto. Estamos em fase de acabamento, colocação de revestimentos e instalação de alguns equipamentos. Esses equipamentos serão instalados, por meio de um convênio com o Ifba. A fábrica terá uma linha industrial para garantir seu melhor funcionamento”, comentou a secretária.

A fábrica beneficiará cerca de 1.500 pessoas, não apenas da comunidade onde está instalada, mas também de outras comunidades que preservam a agricultura familiar, como os povoados de Pradoso, Baixão, Saguim, Tapirema, entre outros. O investimento total, somando-se a contrapartida do Município e os recursos federais do Ministério do Desenvolvimento Agrário, é superior a R$ 505 mil.

O equipamento ocupa uma área de 284 m². As instalações são compostas por três setores: um abrigará a área administrativa, outro está reservado para a parte de industrialização propriamente dita, em que os funcionários manipularão o excedente da produção para transformá-lo no produto final – o tempero. No terceiro setor, o produto será empacotado e distribuído para a comercialização.

Assim que a fábrica estiver concluída, os agricultores poderão comercializar o excedente de seus produtos, diminuindo as chances de que ocorram eventuais prejuízos. Além de construir o novo equipamento, o Governo Municipal presta assistência aos agricultores, oferecendo cursos e participando de reuniões com representantes das comunidades beneficiadas, orientando-os sobre a forma de organização mais vantajosa de gerenciar a fábrica.