Foi divulgado ontem (31), o primeiro caso confirmado de coronavírus em Vitória da Conquista e, na tarde desta quarta-feira (1), em entrevista coletiva, o secretário municipal de Saúde, Alexsandro Costa, informou que o jovem de 27 anos, que teve o resultado como detectável para o Covid-19, estava no monitoramento da equipe de Vigilância Epidemiológica do município e todas as medidas em relação ao caso e aos contatos foram bem conduzidas.

O paciente tem o histórico recente de viagem para o Rio de Janeiro e apresentou sintomas leves da doença, porém já veio protegido na viagem de retorno à Vitória da Conquista e, imediatamente, entrou em isolamento domiciliar, inclusive dos seus contatos mais próximos. Neste momento, ele já não apresenta mais sintomas do Covid-19, bem como os seus contatos familiares, que continuam sendo monitorados dentro do protocolo de vigilância do Covid.

De acordo com o médico infectologista da Secretaria de Saúde, Augusto Nunes, que também participou da coletiva, “a métrica de condução dos casos de suspeita respiratória – febre, tosse, dispneia ou a falta de ar – é a mesma feita como em todas as cidades do mundo. O monitoramento se estabelece nessa condição e já que ele veio de uma outra região, o indivíduo fica os 14 dias em casa, em isolamento social, protegendo a si e a sua família. É isso o que o mundo espera de cada um de nós”, explica o médico.

Além do Call Center, a Secretaria de Saúde tem buscado reforçar e ampliar o atendimento à população em busca de assistência para diminuir casos que possam ser subnotificados, como esclareceu o secretário: “Agora, temos a participação das unidades básicas de saúde mais ativamente nesse processo de captação e monitoramento de casos suspeitos. Essa é uma possibilidade em uma situação de pandemia, porque nem tudo aparece à Vigilância Epidemiológica e nesse processo de ampliar a nossa capacidade, conseguimos transformar isso na notificação e, consequentemente, na efetivação do exame. Não existe nenhuma tentativa da Secretaria em mascarar nenhuma informação”.

Ainda de acordo com o médico infectologista, a Organização Mundial da Saúde reconhece que a subnotificação é uma característica desse agravo de saúde, pois “a maioria dos pacientes é assintomática ou oligo sintomáticas [que apresenta poucos sintomas] e o tratamento para isso é: fique em casa! É a única e melhor forma para dar tratativa de um processo que dissemina nessa magnitude no mundo todo que é uma pandemia”.