Na manhã desta terça-feira, 6 , no auditório da Rede de Atenção e Defesa da Criança e do Adolescente, ocorreu mais uma formação para os educadores sociais da Casa de Acolhimento, ligada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. A casa acolhe crianças e adolescentes vítimas de violência e com vínculos familiares rompidos, que só podem ser retirados do espaço mediante autorização judicial.

A formação foi elaborada pela equipe técnica da Rede de Atenção e Defesa da Criança e do Adolescente e reuniu cerca de 30 pessoas, entre psicólogos, pedagogos, assistentes sociais, nutricionistas, além dos 12 educadores da casa de acolhimento.

Durante todo o dia, foram realizadas dinâmicas e palestras sobre Acolhimento humanizado com afetividade – relação possível e Conduta no acolhimento institucional – Considerações legais. Os palestrantes foram a psicóloga da Rede de Atenção, Gerlandia Borges, e o promotor de Justiça da Vara da Infância e da Juventude, Marcos Coelho, respectivamente.

Na oportunidade, o promotor destacou os cuidados que os educadores devem ter ao realizar um atendimento: “Vocês devem sempre cultivar no atendimento a escuta, interna e externa, para verificar as demandas das crianças, com a consciência de que estamos todos do mesmo lado”.

A coordenadora municipal da Proteção Social Especial, Kátia Freitas, comentou sobre o encontro. “É um momento importante que a gente busca proporcionar à equipe técnica e aos educadores da casa de acolhimento, um momento de aprendizado, de como garantir os direitos das crianças e adolescentes em um serviço de alta complexidade como é o acolhimento”, comentou.

Marluce Assis, conselheira do Comdica

Para a conselheira municipal do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica), Marluce Assis, que participou da formação, a qualificação é fundamental para o desempenho eficaz das atividades dos educadores. “É de suma importância a formação, pois no trato com crianças e adolescentes, principalmente com crianças que têm vínculos familiares fragilizados e rompidos, os educadores precisam estar bem preparados para recebê-los”, disse.