Cerca de 1200 estudantes da Rede Municipal de Ensino passaram pela Avenida Integração

É possível existir uma relação harmoniosa e saudável entre o ser humano e a tecnologia? Neste sábado, 7 de setembro, a Secretaria Municipal de Educação mostrou que sim. No desfile cívico que comemorou os 197 anos de Independência do Brasil, cerca de 1200 estudantes da Rede Municipal de Ensino passaram pela Avenida Integração, usando muita arte e criatividade para abordar o tema “Nos avanços da história, transformando eu vou”.

Desfile traçou um paralelo entre a escola tradicional e a escola futurista

A escola tradicional versus a escola futurista, a internet como fonte de conhecimento, o pensamento crítico e científico a serviço da humanidade – esses foram alguns dos aspectos abordados pelas oito alas do cortejo. “Trabalhando , olhando, criando um ambiente de ciência e tecnologia sustentável, a escola do futuro, para dizer à comunidade da nossa presença. E a educação é fundamental, é o elo, é a construção, são pontes para o saber e o conhecimento”, explica o secretário municipal de Educação, Esmeraldino Correia.

Alunos desfilam na Avenida integração

Para o estudante da Escola Municipal Milton de Almeida Santos, Gabriel Queiroz, é importante levar essa temática para discussão. “Nossa escola está apresentando as novas tecnologias, outras escolas estão mostrando outras culturas. A gente está trabalhando com algumas coisas que não tiveram no passado, para mostrar para a população os avanços que estão tendo”, explica. Desfilando no 7 de setembro pela quarta vez, ele descreve em poucas palavras a sensação de estar na avenida: “É uma emoção grande.”

Declaração Universal dos Direitos Humanos também foi apresentada na Avenida

Os alunos participaram do projeto com muito entusiasmo, segundo a diretora da Escola Municipal Frei Serafim do Amparo, Maria Emília Vieira. Além do seu potencial educativo, ela acredita que o ato cívico também é importante por outro motivo: “Um resgate do patriotismo. O momento em que a gente vai poder resgatar a questão dos hinos nacionais, enfim, um resgate do patriotismo e do que é ser patriota, do respeito e do valorizar o patriotismo e o ser brasileiro, valorizar nosso país.”

Alegoria em referência ao Planetário Everardo Públio de Castro é destaque no desfile

Apesar do frio e da chuva, a população compareceu em peso para prestigiar e manter viva a tradição do Dia da Independência do Brasil. “Muito legal, muito bom prestigiar. Todos os anos que eu posso, estou vindo, e é muito bom”, diz a manicure Beatriz Barbosa, que acompanhou o ato ao lado do seu marido, Henrique Santos.

A vendedora Mel Cidreira também costuma comparecer ao evento todos os anos. Ela trouxe a filha Bianca, de 8 anos, e o sobrinho Bernardo, de 3 anos, para assistirem ao cortejo. “Acho maravilhoso participar do desfile. É um exemplo que já vem de gerações, e é bom participar, trazer os filhos da gente pra verem”, afirma.

Vanderlei levou a família para prestigiar o desfile

Quem também foi à Avenida Integração acompanhado da família foi o pastor Vanderlei da Silva. Ao lado de sua esposa, Jane, e do seu filho, Isaque, ele avaliou o evento: “Ótimo, foi muito bom, muito bonito desde o início, muito organizado.” E completa: “Temos que agradecer a Deus tudo o que está acontecendo. É um marco para a nossa história, 1822, quando foi conquistada a nossa independência.”

Diversas entidades civis abrilhantaram o evento

Entidades civis – Além da ala militar, que abriu o cortejo, a Prefeitura se fez representar por cinco secretarias municipais: Educação, Desenvolvimento Social, Saúde, Serviços Públicos e Cultura. As escolas estaduais fizeram o desfecho do desfile. Destaque ainda para as diversas entidades civis que, mais uma vez, abrilhantaram o evento.

“Participamos sempre do desfile de 7 de setembro, para nós é uma honra”, conta Francisco de Assis Marques, do Grupo de Escoteiros Duque de Caxias. Para ele, esta é uma tradição que precisa continuar: “O importante é vir comemorar a independência do Brasil. Isso é algo que a gente não pode esquecer jamais, o patriotismo.”

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