Trabalhadores da saúde e educação participaram, nesta sexta-feira (29), do 2º Seminário de Saúde Mental no Ambiente de Trabalho, no Auditório do Cemae. A atividade, realizada pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), faz parte das ações do Movimento Abril Verde, que visa a conscientização sobre a segurança e saúde no trabalho.

Durante o dia de programação do seminário, foram discutidos temas relacionados ao Transtorno de Burnout, consequências pós-Covid na saúde do trabalhador e assédio moral no trabalho, com palestras, mesas redondas e debates.

Secretária de Saúde, Ramona Cerqueira

Na mesa de abertura, a secretária municipal de saúde, Ramona Cerqueira, lembrou da importância da vigilância quando o assunto é saúde mental do trabalhador. “Trabalhar saúde mental é contínuo, desde a hora em que acordamos na nossa casa, como socializamos e nos comportamos no nosso ambiente de trabalho. Hoje a saúde mental é tudo e precisamos falar sobre isso, porque vivemos uma pandemia que impactou sensivelmente os profissionais nesse aspecto”, pontuou a secretária.

O professor Arnaldo Rocha, que ministrou a palestra sobre os impactos psicossociais da pandemia na saúde do trabalhador, afirmou que os principais agravos que acometeram os trabalhadores ao longo desses dois anos, foram o transtornos de Ansiedade, Estresse Pós-Traumático e do Pânico, além de depressão e casos de psicose, em algumas pessoas com predisposição a desenvolverem transtornos mais graves.

“Ao vivermos esse período pós-pandêmico, que já podemos considerar assim, as consequências e sequelas para a saúde do trabalhador, seja para aqueles que atuam na educação ou saúde, são extremamente danosas e precisamos, a partir de agora, minimizar esses efeitos e procurar melhorar a qualidade de vida desses trabalhadores, por meio de intervenções adequadas. O ambiente de trabalho de mudou e necessita mudar, e fazer adaptações, principalmente em algumas profissões que são extremamente estressantes”, destacou o professor.