Com o tema “Bicentenário da Independência: 200 anos de ciência, tecnologia e inovação no Brasil”, a 19ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia foi encerrada neste sábado (22). Ao longo de quatro dias, cerca de 6 mil pessoas passaram pelo evento como visitantes, participantes ou expositores. As palestras, exposições em estandes e atividades culturais foram realizadas no Centro Cultural Glauber Rocha desde quinta-feira (20).

Rosênia Tavares, coordenadora do Núcleo de Projetos – órgão responsável pelo evento, em parceria com a Uesb – contou que essa foi uma grande oportunidade para os estudantes apresentarem seus trabalhos em soluções de robótica, de biologia e de biotecnologia.

“Eles querem mostrar o que eles desenvolvem na parte acadêmica para a comunidade, para as pessoas saberem o que eles estão desenvolvendo, e esses meninos estão pensando fora da caixa. Então, o objetivo é esse, que essas invenções que servem para o nosso dia a dia se tornem de fato um produto, para facilitar a nossa vida. Ou seja, foi um evento que teve muita ciência, tecnologia e inovação, e que ano que vem vai ser maior, ter mais novidades e incentivar outras escolas e empresas a participarem”, contou a coordenadora.

Quase 200 estudantes e coordenadores dos cursinhos pré-vestibulares Universidade Para Todos (UTP) participaram do evento neste sábado. Eles vieram dos municípios de Cândido Sales, Maetinga, Belo Campo, Caetanos, Tanhaçu e Barra da Estiva, para visitar os estandes e assistir à primeira palestra da programação, sobre orientação profissional na área de ciência e tecnologia.

Coordenador do UPT de Tanhaçu, Júnior Azevedo falou sobre como essa visita pode impactar positivamente os alunos. “Eu acredito que, hoje, o que o estudante mais precisa é esclarecer o que ele quer de fato para o futuro dele. Por mais que a gente trabalhe isso em sala de aula, você ouvir estudantes de cada matéria, de cada local, falando sobre a experiência deles é importantíssimo. Visitar os estantes para ter esclarecimento do que você vai trabalhar futuramente, como você vai trabalhar e no que você vai trabalhar é muito importante”, disse.

Em seguida, o coordenador de Robótica do Colégio Sacramentinas fez uma apresentação sobre robótica inclusiva. “É a tecnologia que a gente usa para incluir, nessa pauta que eu coloquei, as pessoas com certos tipos de deficiência, para facilitar a vida dessas pessoas”, explicou. “Também como uma forma de ensinar os alunos que não têm acesso à tecnologia. Coloquei alguns simuladores, para mostrar a eles que não precisa ter acesso à tecnologia avançada e cara para fazer os projetos. Com a tecnologia de hoje, de simulação, a gente consegue fazer isso.”

Aprendizado para todas as gerações – Diversas instituições de ensino ocuparam 32 estandes ao longo do evento, apresentando resultados de pesquisas acadêmicas e projetos desenvolvidos nas áreas de ciência, tecnologia e informação. Uma delas foi o Senai, que neste sábado expôs um drone desenvolvido por estudantes do curso de Eletromecânica.

Jhonathan Trindade, representante do Núcleo de Organização Acadêmica do Senai, deu mais detalhes: “A gente tem uma impressora 3D lá dentro da nossa unidade, então, eles fizeram o projeto, desenvolveram o projeto, fizeram a impressão desse projeto e montaram toda a estrutura do drone, e depois vieram fazendo a parte de mecânica e elétrica do drone.”

Juntamente com o neto Edu, de 5 anos, Jerusa Santana Brás ouviu as explicações de Jhonathan sobre essa tecnologia. Para ela, a visita à feira é uma oportunidade de novos conhecimentos para todas as idades. “Gostei demais do que eu vi aqui do drone, ele [o neto] também. Eu falei que ele que é o estudante e tem que conquistar. Para mim, que já tenho 62 anos, tudo é novo. É muito bonito, muito apreciável. A gente vive num mundo tecnológico hoje, a gente tem que estar por dentro das coisas”, afirmou.