A Secretaria Municipal de Educação (Smed), por meio da Central de Interpretação de Libras (CIL), formou 70 alunos nos cursos de Libras nível básico e intermediário. Além disso, mais quatro alunos surdos receberam a formação L2, o que confere que eles aprenderam uma segunda língua. O evento aconteceu na sede da CIL, localizada na extensão da Escola Municipalizada Carlos Santana (Boock).

O secretário de Educação, Edgard Larry, aproveitou a oportunidade para parabenizar os formandos e divulgar a possibilidade do curso de tradutor/intérprete em Libras para o próximo ano. “Será um curso de formação com carga horária de 180 horas, com duração de nove meses. Nele, estaremos qualificando profissionais não só para atuar nesta área de Libras, com uma melhor formação, mas também profissionais que estarão aptos a concorrer para vagas em seleção, concurso público”, disse. Edgard também relatou que esse momento era muito especial, porque a CIL realizou um excelente trabalho neste ano. “Pretendemos em 2024, dar continuidade neste trabalho com essa ampliação”, concluiu.

Para a gerente da CIL, Jaqueline França, satisfação e felicidade são as palavras para descrever a sensação de mais um dever cumprido. “Os cursos estão terminando com muito êxito, todo mundo dialogando em Libras, realizado sinais como formas de comunicação. Estou muito feliz com o público que esteve presente desde o início de setembro até agora”, disse. Ela também explicou que o ensino de Língua Portuguesa para surdos iniciou no começo desse ano. “A demanda foi pequena, mas temos interesse de ampliar no ano que vem. Eles desejam aprender a Língua Portuguesa para poder participar de processos como concurso, seleção, Enem, e assim terem boa pontuação nessas provas”.

O estudante de Letras da Uesb, Magno Rodrigues, afirmou que a curiosidade foi a motivação para aprender Libras. “Sempre fui muito curioso, desde criança. Eu via os intérpretes pela cidade, na televisão e YouTube”. Segundo ele, na escola, uma professora teve a iniciativa de apresentar o alfabeto em Libras para os alunos. “Cresci com este desejo. Surgiu a oportunidade no ano de 2022, com o curso básico. Este ano a CIL mudou de endereço, mas consegui vir nas quintas-feiras para o curso intermediário, essa foi a oportunidade”.

Para a pedagoga surda, Talita Castro Gonçalves, a Língua Portuguesa é considerada a segunda língua para pessoas surdas, por isso, o aprendizado se faz necessário. “Tive dificuldade, mas Jaqueline me ajudou a desenvolver. Agora preciso me aprofundar mais, porque quero melhorar minha condição, fazer uma pós no próximo ano, até licenciar na área da educação, porque eu acredito na inclusão entre surdos e ouvintes. Precisamos lutar e conquistar todos os momentos”, disse.