Psicólogos, enfermeiros e outros profissionais que atuam diretamente na Rede de Atenção Psicossocial de Vitória da Conquista e estudantes de diversas áreas de saúde participaram, nesta quinta-feira (21), da mesa-redonda “Tecendo redes: história, formação e cotidiano da reforma psiquiátrica”. A atividade, realizada no auditório do Complexo de Saúde (Cemae), faz parte das ações que marcam os 25 anos da reforma antimanicomial no Brasil e o Dia de Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio.

Realizado pela Prefeitura Municipal, em parceria com a Faculdade Independente do Nordeste (Fainor), a mesa-redonda buscou o fortalecimento da compreensão sobre a reforma psiquiátrica e o seu impacto na forma de cuidar da saúde mental. Além disso, foi destaque o atendimento humanizado e integrado e a importância da troca de experiências, inclusive com a presença de estagiários das áreas de saúde nos serviços que oferecem esse atendimento.

Na oportunidade, o coordenador municipal de Saúde Mental, Vinícius Reis, ressaltou a necessidade de pensar nas práticas cotidianas dentro da perspectiva do cuidado e liberdade, a partir da criação da lei nº 10.216 de 2001 que mudou e direcionou a diretriz da política de saúde mental brasileira.

Professor do curso de Psicologia da Fainor, Bruno Cortes, falou sobre o cuidado ético do profissional durante a sua intervenção. “É importante que os profissionais façam intervenções em prol da qualidade de vida e da saúde física, mental e social daquelas pessoas que eles cuidam e acolhem”, disse.

Também professora de Psicologia, Angélica Rosa destacou a necessidade de aliar teoria com a prática por meio dos estágios supervisionados. “Essa integração entre os serviços e as universidades traz a organização para que a gente possa ofertar uma formação de excelência, fazendo com que novos profissionais não perpetuem aquilo que outrora trouxe muita desorganização e dor para os usuários dos serviços de saúde mental”.

A enfermeira do Caps AD III, Talita Ferraz, lembrou que eventos dessa natureza representam oportunidades de trazer para a sociedade discussões que estão no nosso cotidiano desde o início do movimento da reforma psiquiátrica, no início dos anos de 1970, mas ainda temos desafios para ser enfrentados e práticas cotidianas para serem repensadas na busca da melhoria da qualidade de vida das pessoas que estão em sofrimento mental.

E a assistente social do Núcleo de Prevenção e Monitoramento da Violência nas Escolas, Kadija Andrade, concluiu mencionando a relevância da atualização sobre a temática.