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Postado em 19 de maio de 2026 as 17:30:31
Na tarde desta terça-feira (19), o Centro de Convivência Conquista Criança foi palco de uma importante ação de enfrentamento à sífilis no território do Cidade Modelo. A iniciativa, realizada em parceria com a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e a Unidade de Saúde da Família do bairro, reuniu adolescentes, educadores, profissionais de saúde e estudantes de Medicina em um momento de aprendizado, troca de experiências e conscientização.
Mais do que abordar uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), a atividade buscou promover o cuidado integral dos adolescentes, levando informações sobre prevenção, diagnóstico precoce, saúde sexual e reprodutiva, além de fortalecer os vínculos familiares e comunitários.
A professora da Ufba, Eliana Amorim, destacou que a ação também faz parte da formação prática dos estudantes de medicina, aproximando a universidade da comunidade. “A ideia é pensar o papel da universidade e da extensão universitária, permitindo que os estudantes vivenciem ações de educação e saúde nos diferentes espaços do município”, afirmou.
Segundo ela, o território apresenta um número elevado de casos de sífilis, o que reforça a necessidade de ampliar o diálogo sobre prevenção e autocuidado entre os jovens. A professora também chamou atenção para os desafios culturais que ainda dificultam conversas abertas sobre sexualidade dentro das famílias. “Falar sobre sexo ainda é um tabu na nossa sociedade. Por isso, precisamos construir espaços acolhedores e estratégias que permitam dialogar com os jovens de forma séria, mas também acessível”, ressaltou.
- Professora da UFBA, Eliana Amorim
- Gerente do Conquista Criança, Irani Luz
A gerente do Conquista Criança, Irani Luz, explicou que o trabalho integrado entre assistência social, saúde e educação já acontece no equipamento e vem sendo fortalecido por meio das parcerias no território. Para ela, ações como essa são fundamentais para garantir mais segurança e informação aos adolescentes. “A gente traz sempre essa temática da importância da prevenção, do conhecimento e do diálogo. Não só com os adolescentes, mas também com os pais, para quebrar esse tabu”, destacou.
Para a estudante de medicina da Ufba, Carol Lemos, a experiência também representa um aprendizado importante para quem está iniciando a formação acadêmica. “Os jovens têm muitas perguntas e muitas vezes não encontram espaços para falar sobre isso. Então, momentos como esse mostram a importância de levar informação de forma clara e acessível”, afirmou.
- estudante de Medicina da UFBA, Carol Lemos
- Augusto Mares Ribeiro
Além das orientações, a atividade proporcionou um espaço de escuta e acolhimento para que os adolescentes pudessem tirar dúvidas e conversar abertamente sobre saúde sexual. Entre os participantes, o adolescente Augusto Mares Ribeiro, de 13 anos, aprovou a iniciativa. “É bom sempre saber disso pra poder se prevenir de futuras doenças e aprender mais sobre os cuidados com o corpo. Eu tô achando muito bom!”, comentou.
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível causada por bactéria e pode ser transmitida principalmente por relação sexual sem preservativo. Em muitos casos, a doença pode não apresentar sintomas nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta os riscos de transmissão. Quando não tratada, a sífilis pode provocar complicações graves, atingindo órgãos como cérebro e coração. Apesar disso, a doença tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando a importância da informação, da prevenção e da realização periódica de exames.












