Thomas Oliveira, 12 anos, foi protagonista do curta-metragem baiano “Menino do Cinco”

Thomas: aos 12 anos, já atuando como protagonista

Consciente da responsabilidade que teria, o garoto topou. E, acompanhado pela mãe, Leila, chegou à cidade na madrugada desta quinta-feira, 10. Após um breve descanso, o ator foi à Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) no início da tarde, para se juntar aos colegas de júri. São seis alunos de escolas municipais que, junto com ele, são os responsáveis por avaliar tecnicamente os filmes exibidos durante a Mostrinha.

Júri vai escolher os três melhores filmes e o melhor curta baiano

‘Sempre gostei de cinema’ – Natural de Feira de Santana, Thomas mudou-se com a família para Salvador há cerca de três anos. Na capital baiana, tendo acesso mais fácil a sessões de cinema, ele começou a se interessar pela sétima arte. “Sempre gostei de cinema. Não acompanhava muito por não ter acesso. Depois que fomos para Salvador, fui mais ao cinema e comecei a gostar”, lembrou. Foi numa dessas sessões que o garoto viu começar sua carreira cinematográfica, ao ser visto por um integrante da produção de “Menino do Cinco”. “Ele me encontrou, fez o convite e eu aceitei. Aí fiz a oficina e fui selecionado para o filme”, explicou.

A presença do filme “Menino do Cinco” no Festival de Gramado foi marcante. Dirigida por Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira, a obra ganhou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Filme do Júri Popular, na categoria curta-metragem – além do prêmio de melhor ator para Thomas. “Menino do Cinco” levou ainda o Prêmio Aquisição, do Canal Brasil, e o do Júri da Crítica. Ainda assim, o pequeno ator disse ter-se surpreendido com a lembrança de seu nome para presidir o júri da Mostrinha: “Minha mãe recebeu o telefonema. Fiquei surpreso, pois pensei que ninguém mais se lembrava. Aí veio o convite, e nós aceitamos”.

‘Mais filmes, mais crianças’ – Thomas acredita que um evento como a Mostrinha de Cinema Infantil pode vir a ser um estímulo para o desenvolvimento da produção cinematográfica local. E, consequentemente, outras crianças, como ele, terão a oportunidade de participar disso. “Achei bem interessante”, observou. “Vai dar mais espaço para as pessoas se interessarem mais pelo cinema e começarem a criar mais filmes e chamar mais crianças. E aí, a Bahia e o Brasil podem aumentar o número de atores”.